Os leitores Josimara, Luis Augusto e David criticaram manchete do UOL que esteve na home page do portal na tarde de domingo, 31 de janeiro, entre 16h e 17h: "Agentes israelenses matam líder do Hamas em hotel", sob o chapéu "Oriente Médio". 
Ao clicar, o leitor era enviado para o texto da agência EFE intitulado: "Agentes israelenses matam líder do Hamas envenenado, diz jornal". 
No texto, a agência atribui o assassinato a agentes israelenses e atribui esta acusação ao jornal britânico "The Times":
"Agentes israelenses injetaram uma droga que imediatamente provocou um ataque cardíaco e matou o líder do Hamas Mahmoud al-Mabhuh no quarto do hotel em que ele estava hospedado em Dubai, informa hoje o jornal britânico 'The Times'. Em seguida, os agentes fotografaram todos os documentos que Mabhuh levava após colocarem na porta do quarto o aviso de 'Não Perturbe'. O corpo do palestino, de 50 anos, foi encontrado no dia seguinte, em 20 de janeiro, por empregados do luxuoso Hotel Al-Bustan Rotana. Como não encontraram nenhum sinal suspeito, os médicos locais atribuíram a morte do líder do Hamas a um ataque cardíaco. No entanto, nove dias depois, amostras de sangue enviadas a Paris para serem analisadas indicaram a presença de veneno no corpo do miliciano. O Hamas, então, anunciou a morte de Mabhuh e culpou o serviço de inteligência israelense, o Mossad, pelo assassinato. Mabhuh era um dos fundadores das Brigadas de Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, que controla a Faixa de Gaza desde 2007."
O leitor Luis Augusto escreveu: "Fui ler o texto e descobri que quem atribui essa culpa é o próprio Hamas. Acho estranho uma declaração de um inimigo declarado de Israel ser o título da reportagem. Por favor, me apontem onde está a certeza que o título anuncia. Acho que para um assunto bombástico como esse deveria haver um pouco mais de análise antes da publicação".
O leitor David argumenta na mesma linha e ainda cita texto com outra versão: "O UOL publicou uma manchete em sua home afirmando que agentes israelenses teriam assassinado o maior líder do Hamas. Quando li a notícia, percebi que não havia prova alguma de que teriam sido israelenses que haviam matado Mahmoud al-Mabhuh, apenas declarações do grupo Hamas. Achei estranho o UOL publicar uma manchete como esta, afirmando com todas as letras a culpa de Israel no caso. Qual não foi meu espanto quando vejo agora o jornal Haaretz afirmar que investigações do Hamas apontam para governos árabes como principais suspeitos do assassinato. Não vi nenhum tipo de retratação do UOL com relação ao assunto. Foi uma manchete equivocada e tendenciosa".
A leitora Josimara escreveu: "Cliquei para ler e foi absolutamente frustrante, pois a manchete acusava os israelenses pela morte de um dos líderes do Hamas e a matéria relacionada a tal manchete era minúscula, sem detalhes, sem referências. Considero tal manchete uma leviandade, tendenciosa. Não é este tipo de ‘informação’ que espero do Grupo Folha. Manchetes sensacionalistas com micromatérias que não esclarecem nada, não condizem com jornalismo ético, sério, sem tendências que eu espero e pago (pontualmente, mensalmente) para ler. Detesto ler acusações sem provas: podem ser contra católicos, macumbeiros, muçulmanos, judeus... Não importa, isto não é jornalismo de alta qualidade”.
Pedi análise da área de Internacional. Para o gerente responsável, Rodrigo Flores, o título da notícia estava correto: "O Hamas atribui a ação a agentes israelenses e a apuração do 'Times' vai na mesma linha . É o jornal que está dizendo que houve uma ação israelense contra o líder do grupo palestino".
Uma consulta ao texto original do "The Times" mostra que este só se baseia na acusação do Hamas e dá a acusação entre aspas no título: "Israel 'poisoned Hamas leader". No texto, a acusação é atribuída ao grupo Hamas. 
Consultei a EFE no Brasil sobre o título. O diretor Jaime Ortega consultou a sede da agência em Madri.
"Após consulta com a nossa sede em Madri, recebi a informação que o título do ‘The Times’, diz textualmente: "Israel 'poisoned Hamas leader'". A EFE simplesmente reproduziu essa informação citando o jornal”, escreveu Jaime Ortega.
Em minha opinião, o título do "The Times" sinaliza pelas aspas que se trata de acusação feita por alguém e não pelo próprio jornal.
Aparentemente a EFE não vê esta diferença. E dá ênfase a esta versão quando, em seu texto, coloca como sujeitos da ação "agentes israelenses":
"Agentes israelenses injetaram uma droga que imediatamente provocou um ataque cardíaco e matou o líder do Hamas".
Enquanto o "The Times" diz no lide:
"A tropa de choque que matou o alto comandante do Hamas em seu hotel em Dubai injetou nele uma droga que induziu um ataque cardíaco, fotografou todos os seus documentos de sua pasta e deixou um aviso de "do not disturb" (não perturbe) na porta (...). Nove dias depois, após amostras de sangue que haviam sido enviadas a Paris mostraram sinais de veneno, o Hamas anunciou a morte e culpou o Mossad, o serviço de inteligência internacional de Israel, pelo assassinato."
No caminho da notícia, a contextualização da acusação foi sendo diluída. O The Times usa as aspas no título, permitindo ao mesmo tempo precisão e temperatura. No texto, contextualiza afirmação.
A EFE se apoiou na autoridade do The Times para cravar em título a acusação. O UOL recebeu a mensagem já com problemas e não analisou suficientemente o conteúdo, embarcando no navio.
Depois de receber os alertas dos leitores, a equipe que edita a home page do UOL reconheceu o erro de publicar o título com a acusação, como se endossasse a versão, e publicou hoje a seguinte errata:
"A home page do UOL errou ao publicar no último domingo, por volta das 15h, enunciado onde afirmava que agentes israelenses tinham assassinado líder do movimento Hamas num hotel em Dubai. A edição deveria ter citado que a informação havia sido publicada pelo jornal britânico ‘The Times’, que tinha como fonte primária o próprio movimento palestino."
Mara Gama às 18h52
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No último dia 30 de janeiro, leitores questionaram o UOL, em mensagens para a ombudsman, pelo fato de o portal não ter dado os resultados da pesquisa Vox Populi de intenção de voto para as eleições presidenciais.
"Onde está a pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi e divulgada por alguns veículos de comunicação social no dia de ontem, 29/01?", questionou Klebber.
"Estranhei o comportamento do UOL de omitir a pesquisa Vox Populi desta semana. Por quê?", perguntou Daniel.
"Sou assinante UOL e li as páginas de ontem e de hoje, 29 e 30 de janeiro. Fui surpreendido por um comentário de um amigo sobre a pesquisa Vox Populi para presidência. Estranho não ter visto nenhuma informação a respeito no UOL. Será que não li direito o UOL? Parece-me que esse tipo de notícia merece manchete. Será que o UOL só acredita no Datafolha? Mesmo assim não tem obrigação de divulgar tal notícia? Será que é porque nesta pesquisa a Sra. Dilma Roussef cresceu e o candidato Serra caiu? Ou o UOL censura as notícias? Favor me esclarecer", escreveu Mario.
Através do arquivo de home pages do UOL, que fica em http://noticias.uol.com.br/arquivohome/datas.jhtm, verifiquei que a pesquisa recebeu chamada, sim, no bloco de notícias, na metade da página.
A chamada principal, que ficou no ar na noite do dia 29 até a manhã do dia 30, reproduzia quase literalmente o título do post do blog do jornalista Fernando Rodrigues:
"Dilma sobe menos se Ciro sair da disputa presidencial, indica pesquisa da Vox Populi" era a chamada e "Dilma sobe menos se Ciro sai da disputa, diz Vox Populi", era o título do post do blog.
Registre-se que o UOL deu o material antes de outros portais. Mas as manchetes de dois deles davam o "placar": "Dilma sobe 9 pontos e alcança 27%; Serra lidera com 34%” e ”Vox Populi aponta queda na diferença de Dilma para Serra".
Considerei a notícia pouco valorizada no UOL, por não estar na manchete, e em minha opinião a chamada é mais adequada para um texto de apoio, uma análise que viesse a acompanhar um texto principal com os percentuais de intenção de votos para os candidatos que lideram a disputa: José Serra e Dilma Roussef.
Em seu post, como indica o título, Fernando Rodrigues escolheu abordar a variação do comportamento do eleitorado com a presença ou ausência de Ciro Gomes na disputa. O analista político está fazendo seu papel. Concorde-se ou não com ele.
Mas acho que houve equívoco na edição do UOL.
A internet é hoje fonte primária de informação para muita gente. Por isso, a presença de análises sobre os fatos não desobriga a noticiar os fatos em si.
Questionei a Redação sobre o pouco espaço dado à pesquisa e a formulação da chamada que não enuncia o "placar principal", além de perguntar se há uma política de divulgação das pesquisas eleitorais já estipulada para o ano eleitoral.
Para o jornalista responsável pela edição da primeira página, o gerente geral Alexandre Gimenez, "o espaço dado ao levantamento foi adequado (a manchete do bloco de Notícias é uma das áreas mais clicadas da home page). A Redação optou, com acerto, por destacar no topo a polêmica sobre o PNDH, a maior alta mensal do dólar em 15 meses e a punição por doping de uma das mais importantes atletas brasileiras. Sobre o enunciado, acredito que a opção em destacar a influência de Ciro Gomes na corrida presidencial a mais correta, já que nas últimas semanas houve aumento da pressão de setores do PT pedindo ao deputado que desista de sua pré-candidatura".
O jornalista responsável pela Gerência Geral de Notícias, Rodrigo Flores, informou que "a pesquisa foi manchete de UOL Notícias e destaque já havia sido dado para dados antecipados da pesquisa por Fernando Rodrigues na semana passada. O título da nossa reportagem não traz o número. Entendo que não é obrigatório exibir o número na manchete, e que cada caso deve ser avaliado individualmente. No meu entendimento, prestamos um serviço melhor ao internauta comparando diferentes cenários e dizendo que Ciro na disputa ajuda Dilma do que simplesmente colocar Dilma com X, Serra com Y e Ciro com Z. Jornalismo não é nem deve ser mera divulgação".
Sobre a política de divulgação de resultados de pesquisas, a Redação não tem uma política definida: "Pesquisas são retratos de um período específico do cenário eleitoral e devem ser tratadas como qualquer fato. Na minha avaliação, o tamanho do destaque deve ser proporcional à novidade que ela traz. Se fatos econômicos, policiais e internacionais são tratados de maneiras diferentes de acordo com a relevância, por que a pesquisa (que é um fato político) deveria ter tratamento diferenciado?", pergunta Flores. "Recusar regras como essa não significa que abrimos mão da nossa imparcialidade, pluralidade e independência. Esses compromissos devem estar em todas as notícias que produzimos e destacamos."
Não considero que resultados de pesquisas eleitorais para presidente da República sejam fatos políticos comuns. E acho que deixar de estudar possíveis regras é prejudicial para a Redação.
O leitor Daniel, informado de que o UOL tinha sim noticiado a pesquisa, respondeu: "A manchete correta, por todos os manuais de jornalismo, seria: Dilma encosta em Serra ou Corrida presidencial fica embolada ou algo parecido. Não sou petista ou tucano, mas vejo que a grande mídia está cada vez mais partidária, principalmente nas manchetes".
Não concordo que o UOL seja partidário. Mas julgo que o público tem de ter acesso facilitado às informações relevantes. Neste caso, um simples texto com o placar deveria estar no bloco de chamadas. Assim, quem não quer ler a análise do quadro político, pode se informar rapidamente no UOL.
A função poderia também ser bem executada por um quadro, uma arte. Já tratei deste assunto no blog e sugeri a criação de uma interface menos poluída e mais eficaz. Não houve mudança. Na interface disponível hoje em dia é preciso fazer ginástica para enxergar a evolução no tempo de dados de um mesmo cenário e de um mesmo instituto.

Mara Gama às 22h16
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O leitor Norman enviou uma ótima pergunta à ombudsman, que divido aqui com o público do blog.
"É notório o número de usuários que copiam conteúdo do portal UOL e de outros e disponibilizam no Youtube e outros sites de compartilhamento, sem créditos, referência ou links para o site. Porém não há nenhum lugar (ou se há, está bem escondido) para que entremos em contato com o pessoal do UOL a fim de obter informação se existe a possibilidade de disponibilizar alguns conteúdos do portal UOL para usuários de outros sites/redes com autorização do UOL. Ou seja, é muito mais fácil fazê-lo sem dar satisfação do que buscar autorização. No meu caso, gostaria de oferecer a opção aos meus usuários de assistir ao programa "Tabelinha" do Juca Kfouri apenas em áudio. Para isso faria download dos filmes da TV UOL e converteria os arquivos, disponibilizando aos meus usuários com créditos e referência ao UOL e ao blog do jornalista. Acho que muitos outros têm essa dúvida.”
Pedi à diretora de Conteúdo do UOL, Márion Strecker, que comentasse a mensagem e ajudasse a esclarecer as dúvidas dos leitores sobre este assunto.
"Em geral, preferimos que o público venha ao UOL ver o conteúdo do UOL, pois assim a empresa tem condições de mostrar também publicidade e assim financiar a criação do conteúdo que, para o público, é na maioria grátis. Mas estimulamos que o público compartilhe o conteúdo do UOL com outras pessoas e em suas redes sociais. Facilitamos esse compartilhamento pelo uso intensivo de barras como as mostradas abaixo (Enviar por E-mail; Compartilhe no Facebook, Twitter etc.). Em geral, o público publica apenas o link, o título e eventualmente um resumo, com ou sem comentário pessoal, em sua rede social ou em seu e-mail para um amigo. Se o amigo se interessar, clica no link e vê o resto do UOL.
*
Em UOL Educação, como sempre houve bastante demanda para uso de conteúdo do UOL, criamos uma nota de rodapé que explica as regras (é livre o uso em trabalhos escolares, desde que citada a fonte). Veja nesta imagem:
Copyright UOL. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução apenas em trabalhos escolares, sem fins comerciais e desde que com o devido crédito ao UOL e aos autores.
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No caso específico de vídeos (TV UOL e, no futuro, também Rádio UOL), estimulamos e facilitamos que o público embuta conteúdo do UOL em seus sites. No caso de streamings de vídeo e áudio, a questão da publicidade está resolvida, pois eventualmente podemos transmitir anúncios junto ao vídeo/áudio do UOL que esteja embutido num site de terceiro.
Como estimulamos e facilitamos isto? Abaixo do vídeo (veja este exemplo do Juca) aparece tanto a URL fixa quando o código do vídeo, para uso livre por terceiros.
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Além disso, eventualmente recebemos por meio da ombudsman ou do SAC solicitações específicas quanto à reprodução do conteúdo do UOL em outros sites, livros, revistas, TV ou jornais, que estudamos caso a caso.
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Mas quando o UOL se dá conta de que seu conteúdo está sendo pirateado (ou seja, reproduzido na íntegra por pessoas/empresas que querem ter ganhos financeiros às custas e à revelia do UOL), então normalmente o UOL notifica e toma outras providências jurídicas para coibir esse tipo de prática."
Mara Gama às 22h00
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A ombudsman está em férias de 11 a 29 de janeiro.
O blog não será atualizado, mas todas as comunicações enviadas pelos leitores serão encaminhadas para as áreas responsáveis durante este período.
Um abraço e até a volta.
Mara Gama às 14h49
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No dia 1º de janeiro, leitores escreveram à ombudsman questionando a falta de espaço para comentários em vídeo que reproduzia críticas em off feitas pelo âncora do Jornal da Band, Boris Casoy, à uma inserção de ano novo com cumprimentos de dois garis, sem que o jornalista soubesse que o som vazava para o telespectador. O vídeo foi ao ar no jornal que ele apresenta na TV Bandeirantes e foi reproduzido em vários sites. O UOL dedicou chamada na home page. Os comentários de Casoy foram considerados preconceituosos por alguns leitores que se manifestaram para a ombudsman:
"Tentei enviar um comentário sobre vídeo UOL – ‘Veja gafe do Jornal da Band' - cometida pelo âncora Boris Casoy. No vídeo não consta comentário algum, certamente porque ninguém conseguiu enviar. Está o UOL sendo corporativo e protegendo alguém que foi no mínimo preconceituoso com dois trabalhadores? Deixemos que quem errou pague pelos seus erros, sendo criticado pelas pessoas e que perca sua popularidade. Quanto ao fato de os senhores bloquearem os comentários só tenho que plagiar a frase: ‘ISSO É UMA VERGONHA’", enviou José Luiz.
"Hoje vi, no UOL e em vários outros sites, o vídeo sobre a gafe que Boris Casoy cometeu contra dois garis no Jornal da Band de ontem. Como havia link para comentários, e pelo fato de ficar indignada com a gafe, resolvi comentar. Tentei enviar e aí pediram meu e-mail e a senha de assinante. Depois de atender ao pedido (inclusive copiar ao lado os números que apareciam), apareceu a mensagem de que meu comentário estaria sendo enviado. Em seguida apareceu: tente novamente. Tentei por várias vezes e acabei desistindo. Engraçado é que na frente de comentários aparecia: 0. Consegui comentar no site Terra, mesmo sem ser assinante. Percebi que a matéria teve centenas de comentários nos vários sites e blogs. No UOL, o assinante, também, está sendo censurado? Nos dias de hoje, isso, é dar um tiro no pé", opinou Isabel.
O leitor Castorino questionou também a chamada feita pelo UOL: "A palavra ‘gafe’ é corporativista, já que se tratou de uma ofensa a dois cidadãos brasileiros. A ‘gafe’ é do UOL."
Informei a Redação sobre as reclamações, e sugeri que caso houvesse algum problema técnico, o vídeo poderia ser republicado em interface que não solicita comentários. Fui informada de que o vídeo fora postado pela Folha Online, equipe independente da Redação do UOL.
Ontem, 7 de janeiro, recebi a resposta do editor Ricardo Feltrin sobre o assunto:
"Chegamos a abrir comentários para o vídeo, mas dado o baixíssimo nível de boa parte das postagens, algumas muito mais infelizes do que as declarações (deploráveis) do âncora, optamos em eliminar o recurso. Por causa de seu erro, alguns leitores chegaram a atacar o jornalista com anti-semitismo, orientação sexual e outras ofensas. Lembro que essa prerrogativa, de tirar ou não um comentário, é da Redação da Folha Online.”
O UOL ao publicar e destacar o vídeo, seja lá de que parceiro de conteúdo for, deve no mínimo acompanhar o assunto e verificar que tipo de reação este conteúdo está em curso. Neste caso, poderia ter republicado o vídeo em outro tipo de página que não chamasse à participação, que não tivesse espaço para comentários, caso não pudesse mediá-los. Ou publicar em espaço interativo e mediar. E, em todos os casos, interligar os vídeos sobre o caso: o original e a repercussão.
Mara Gama às 19h49
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Boa a iniciativa da Redação de enviar equipe de vídeorreportagem a São Luiz do Paraitinga (SP) para acompanhar a vistoria dos moradores em algumas áreas destruídas, neste dia 5 de janeiro. 
Embora com pouquíssimo movimento de câmera, as imagens dos vídeos são eloquentes e mostram a dimensão do problema.
Sobre os vídeos que já estão disponíveis - "São Luiz (SP): chuva faz geladeira ficar presa em poste" e "Moradores começam a ter acesso ao que restou das casas" -, o texto precisa avançar e mostrar a que veio.
A descrição das imagens que o leitor pode ver com seus próprios olhos não basta.
É enriquecedor e insubstituível o relato do repórter como testemunha e se espera que ele possa garimpar e apresentar dados, histórias e informações novas sobre o que poderá ser feito na cidade, para além das constatações e da repetição do que já se vê nos telejornais da TV aberta.
Mara Gama às 23h13
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Para fazer um balanço do ano, pincei alguns dos grandes temas abordados pelo público que se comunicou com a ombudsman em 2009.
Os internautas se queixaram em 2009 de discriminação e preconceito em enunciados no UOL. Na minha maneira de ver, na maior parte das vezes, manchetes e chamadas inapropriadas resultam de descuido e falta de releitura, diálogo entre editores, redatores, equipe técnica e reportagem, supervisão editorial na busca de mais clareza e exatidão. Rever, reler e submeter conteúdos a várias leituras é necessário.
Bairrismo e parcialidade também foram críticas frequentes, e embora não exista, acredito, intenção ou orquestração para privilegiar regiões, cidades, times, partidos, pessoas, empresas, igrejas, emissoras de TV, não basta a intenção. É necessária a reflexão constante, a análise diária e a verificação real e comparativa do espaço dedicado a cada tema.
O jornalismo online não deveria, sob hipótese alguma, relaxar nas determinações fundamentais de ouvir todas as partes envolvidas, de não comprar versões de parte, de investigar a fundo antes de publicar e dar direito de resposta e correção a quem discorde ou se sinta atacado.
O portal ampliou a quantidade de reportagens, mas ainda não atingiu um padrão de qualidade e aprofundamento. E ainda não providenciou uma maneira de publicar mensagens de leitores e personagens de notícias questionando reportagens específicas.
Sensacionalismo e destaque excessivo dado a notícias irrelevantes e vídeos apelativos também foram assunto de mensagens de internautas. Muitos deles se supreendem com o fato de o UOL dar hoje em dia muito mais espaço para a cobertura de notícias sobre celebridades e para a exploração de vídeos sem qualidade técnica ou editorial.
Com 14 anos de história, o UOL ampliou muito seu público e é natural e desejável que expanda os assuntos. Mas não há justificativa para rechear de bobagens e informes de empresas especializadas em divulgar a vida íntima dos "famosos " a página que fez história com qualidade editorial, a troco apenas de melhor taxa de cliques.
Grande volume de erros -português, digitação e informação - também é tema dos internautas. De novo a leitura apressada e a falta de revisão são responsáveis pela maior parte destes erros. Erros são cometidos o tempo todo e sempre serão. As correções de erros de informação no UOL são feitas nas versões originais das notícias e através da publicação de Erratas. A prática se tornou mais comum este ano, o que é positivo, mas ainda falta rapidez e clareza em determinadas áreas que demoram a avaliar os erros cometidos. É um processo em andamento.
Falta de separação e sinalização adequada de opinião e reportagem também foi queixa recorrente. O público quer ler facilmente e identificar o que é apuração, e o que é análise, prospecção, texto opinativo. Principalmente em razão do uso e destaque para os blogs, o leitor do UOL se depara com dúvidas que só quem conhece as determinações internas do UOL pode responder. Este ou aquele blog é do UOL? O UOL ao destacar tal conteúdo concorda com a opinião do blogueiro? Apesar de esclarecer que o UOL mantém relação de independência com os blogueiros, a Redação incorre em erro a cada vez que deixa de sinalizar que determinada afirmação provém de um blog, de um colunista ou de uma publicação notoriamente alinhada com alguma visão política.
Falta de ferramenta ou espaço para comentar notícias e vídeos e falta de mediação adequada também foram temas de mensagens dos leitores. O UOL adotou uma ferramenta de fórum e está expandindo o uso para áreas noticiosas. A mediação de comentários de vídeos está sendo revista. Os assuntos, portanto, estão sendo tratados. O formato de fórum não serve para todos os tipos de notícia e assunto. Será preciso avaliar a eficiência em cada caso.
Dificuldade de encontrar assuntos que foram destaque na home page ou em páginas de abertura das estações de conteúdo e falha na abrangência dos mecanismos de busca do UOL também foram motivo de crítica. A publicação de um "já foi notícia hoje" nas princpiais páginas resolveria boa parte do problema. A revisão de textos e novas indicações para a feitura de buscas também ajudaria. A Redação já recebeu estas sugestões.
Além desses assuntos amplos, em 2009 houve grande número de reclamações em temas pontuais como a interrupção do acesso ao dicionário Houaiss sem a devida comunicação do portal com o público, a considerada excessiva publicidade na home page e no webmail, a frequente publicação de spoilers -chamadas que entregam o final de novelas e seriados, o uso do termo gripe suína, a restrição aos vídeos para quem acessa o conteúdo UOL de fora do país, falta da previsão do tempo na home page do portal, e a interrupção na publicação de dados de indicadores econômicos.
O UOL lançou novidades e ampliou investimentos editoriais de maneira significativa este ano. Mudança na home page, na estação de Economia, na estação de blogs, lançamento de uma área para receitas e restaurantes, dos interativos Escale seu time e do UOL Invest, a ampliação dos fóruns para Esporte, Televisão, Tecnologia são alguns deles. Falta divulgar para o público de forma eficaz. Leitores se queixam de não serem avisados das novidades do portal. A página que era antes utilizada não está sendo atualizada constantemente.
Não tenho ainda os números do balanço final para comparar com 2008, mas posso dizer que foi um ano de muita participação do público, a quem agradeço pelas críticas, perguntas e questionamentos que me permitiram realizar o trabalho de ombudsman. Agradeço também à Redação, pelos esclarecimentos e pelas discussões diárias.
Um ano de eleições e Copa pode servir de grande laboratório para as melhorias já pedidas pelo público. E certamente vai criar novas necessidades. Desejo a todos um ótimo 2010.
Mara Gama às 16h03
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O leitor Fernando reclamou, com razão, sobre afalta de informação sobre serviços em funcionamento no Norte e Nordeste brasileiros durante o Natal.
"Mesmo Salvador sendo a terceira maior cidade brasileira vocês conseguem ignorá-la! Me refiro à matéria ''Veja o que abre e o que fecha em cinco capitais''. Vocês perceberam que não colocaram nenhuma capital do Norte nem do Nordeste brasileiro? O Brasil é BEM MAIOR que o somente o Sul e Sudeste."
A Redação admite que houve falha e se compromete a incluir a cidade nas próximas ocasiôes.
Mas pode repetir o mesmo tipo de erro se deixar de fazer um trabalho extensivo na cobertura - "FERIADÃO - Acompanhe a situação do trânsito nas estradas no blog do UOL Notícias" que está anunciada na home page do portal.
Até a publicação deste post, a referência clara era a cidade de São Paulo e havia apenas notícias sobre estradas do Rio, São Paulo, Minas e Paraná.
Melhor ampliar a cobertura e deixar claros os limites geográficos.
Mara Gama às 00h08
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Os três núcleos de produção jornalística do UOL, organizados administrativa e editorialmente nas áreas de Entretenimento, Esporte e Notícias, fizeram retrospectivas do ano e as chamadas para estes conteúdos estão entrando na home page do UOL. Há muito material interessante em texto, vídeo, fotos, gráficos animados. 
Num levantamento inicial, listei 15 páginas em Entretenimento, 12 em Esporte, 28 em Notícias, com linhas do tempo, enquetes, melhores frases, imagens marcantes e este tipo de material.
Diferenças de enfoque, desenho e navegação são flagrantes. Algumas destas diferenças não são comprometedoras vistas em separado, mas num portal tão grande e variado como o UOL, com parceiros de conteúdo que já produzem sites totalmente diferentes entre si, a falta de padrão mínimo pode ser bastante desagradável para o leitor.
Para chegar à retrospectiva de Notícias, por exemplo, há link no menu principal da página UOL Notícias. Para chegar à retrospectiva de Esporte, idem. para chegar à retrospectiva de Entretenimento, não há. Partindo das páginas de Cotidiano, Economia, áreas que estão sob o chapéu de UOL Notícias, não se chega à retrospectiva geral de Notícias.
Além disso, não há links entre as retrospectivas das grandes áreas: Esporte, Entretenimento e Notícias.
Na retrospectiva de Notícias, um link anuncia "Toda a retrospectiva". A informação não é correta. A lista conduz apenas a algumas das áreas agrupadas internamente sob o Gerência Geral de Notícias: Ciência e Saúde, Cotidiano, Economia, Educação, Internacional, Política, Tecnologia, Vestibular.
Faltou um visão geral. E a materialização desta visão em diretrizes, navegação e política de links que facilitem e enriqueçam a leitura.
A presença de editores atuantes, que selecionam e organizam o conteúdo, é em parte a justificativa para a escolha de um site e não de outro.
A Redação do UOL poderia aproveitar momentos como este, em que há um apelo único, para somar esforços, debater amplamente formatos, enfoques e ter em mente produzir a melhor retrospectiva, com conexões interessantes, o melhor modelo de navegação, a mais bem acabada solução até o momento como display de vídeos, fotos e gráficos. Uma página âncora para toda a retrospectiva poderia ser um bom começo. E a troca de experiência entre as áreas pode ser de grande valia.
Mara Gama às 18h07
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Destaque na home page do UOL na noite de segunda, 21 de dezembro
A leitora Suemy escreveu para a ombudsman no início da noite do domingo (18h30), 20 de dezembro:
"Nenhuma notícia a respeito da final do futebol feminino entre Brasil e México. Não parece que somos o país do futebol. Aquele auê sobre a falta de divulgação e consideração pelas batalhadoras jogadoras da nossa maravilhosa seleção feminina não resultou em mudanças. É triste."
Na verdade houve sim registro do jogo. E a home page deu chamada para fotos a partir das 19h do domingo. Apesar de ter uma chamada bem ilustrada, o assunto não ficou no topo da página. 
Do álbum de fotos, partia link para o texto:
20/12/2009 - 17h51:
Com três gols de Marta, Brasil confirma favoritismo e é campeão no Pacaembu
A Folha Online publicou reportagens sobre o assunto no domingo na segunda:
21/12/2009 - 09h33
Ovacionada no Pacaembu, Marta pode superar prêmios de Ronaldo e Zidane
20/12/2009 - 18h01
Marta faz 3, e seleção feminina é campeã de torneio no Pacaembu
"Foram quase 40 mil torcedores na ensolarada tarde de domingo paulistana, mais um bom tanto de audiência pela telinha", leio no blog de Erich Beting.
Mas nem as reportagens e nem o post podem ser facilmente encontrados na navegação de UOL Esporte nesta segunda.
Não há índice (página de links) de futebol feminino, apesar de o país ter a melhor jogadora do mundo por quatro anos consecutivos, Marta, tíitulo conquistado nesta segunda, 21, na Suíça, e bem noticiado por UOL Esporte e pela home page do portal, como mostra a primeira foto deste post.
Neste momento especial, fez falta também um bom perfil da jogadora.
Outro possível indicador de que o futebol feminino poderia ser melhor explorado e providenciada uma navegação adequada: também nesta noite de segunda, 21, a jogadora de futebol Maurine é a líder de votos da enquete das “ musas do esporte” em 2009.
Mara Gama às 21h03
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No dia 10, a ombudsman recebeu protestos de leitores sobre o enunciado de uma entrevista destacada na home page do portal no dia 25 de novembro.
"Jaques Wagner – Judeu, governador da BA aprova vinda de iraniano"
A entrevista concedida por Wagner (PT-BA), em vídeo, tinha um outro título na página interna.
"Ahmadinejad é desserviço à paz"
Parte das mensagens citava conteúdo publicado em página de um site que critica o UOL pela manchete.
Cito algumas mensagens que recebi:
"Senhores, estou chocada! Como é que deixam acontecer uma rata desse tamanho! Só pode ser um tremendo deslize, pois não acredito que sejam racistas e antissemitas! Mais cuidado, hein? Isso pega mal", disse Lucila
"Eu acho que um pedido de desculpas do UOL pelos erros cometidos seria o mínimo. Mas o importante também é saber se esse erro foi feito com má intenção ou foi somente incompetência de quem elaborou o texto. Aguardo seu julgamento em defesa dos leitores e usuários do UOL", cobrou Luiz.
"Caro amigo, sou assinante deste site, e como tal me acho no direito de indagá-los. Por que a expressão 'judeu' na chamada da matéria sobre a 'aprovação' de Jaques Wagner à visita do sr. Ahmadinejad ao Brasil? Por acaso, vocês estão pensando em identificar as pessoas, a partir de agora, seguido de sua religião ou origem étnica? Caso pensem em fazê-lo, desde já, lhes peço que avisem. Não pretendo ‘patrocinar’ o racismo com minha assinatura", disse David.
"Receba o meu protesto pela deselegante, preconceituosa e mentirosa manchete, veiculada na home page do UOL, sobre suposta 'aprovação do judeu Jaques Wagner à visita de Ahmadinejad ao Brasil’. Com que intenção o jornalista, autor da manchete, enfatizou que o governador é judeu? É repugnante”, disse Martha.
Marcelo pondera:
"Partindo do princípio de que realmente Jaques Wagner tivesse aprovado a vinda do iraniano (o que veremos não ser verdade na sequência deste comentário), estaria correta esta chamada? Eu deixo bem explícita a pergunta: seria correta, ética esta chamada?
Explico. É óbvio que chamaria a atenção uma chamada destas (em sendo verdade). Um político judeu apoiando a vinda do presidente iraniano? Chama a atenção. Holofote. Mas é correto?
Alguém já viu chamadas ao estilo: Celso Pitta, afro-descendente, etc..., Lula, cristão, etc..., até mesmo, presidente Ahmadinejad do irã, muçulmano, etc.... Nunca vimos, não é verdade?
Então deve ser porque tem algo errado ai. Rotular Jaques Wagner de judeu, destacando sua religião, é discriminação, racismo e antissemitismo.
Afinal esta se entrevistando:
- Jaques Wagner, o governador? - Jaques Wagner, o politico? - Jaques Wagner, o membro do partido governista, o PT?
Ou um ‘judeu’?????
Se for o judeu Jaques Wagner, posso arranjar muitos outros judeus (a maioria por sinal) que são contra esta visita. Fato é que se tratou de apelação baixa, sensacionalismo ralé, que não condiz com um veículo do porte da UOL.
Agora, como se isso por si só não bastasse, adivinhem? A chamada da UOL é completamente errônea, porque é inversamente proporcional ao conteúdo da matéria: Jaques Wagner desaprova Ahmadinejad.
Vejam só:
Ahmadinejad é desserviço a paz: Cadê a aprovação????
É preciso dizer mais alguma coisa? Além de discriminatória, a manchete é errônea, e por consequência, mentirosa.
Um veículo como a UOL se transformando em imprensa marrom? Tem cabimento?"
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Encaminhei as críticas à Redação, que admitiu que houve erro na chamada e publicou uma errata hoje.

A Redação não menciona o destaque dado à religião do governador
O erro de informação é tão grave que compromete a análise dos outros aspectos da questão. Mas acho importante tratar aqui neste espaço.
Não é mesmo comum que se aponte a religião de um entrevistado.
A não ser que este assunto seja pauta ou circunstância tratada na reportagem. No caso da entrevista de Jaques Wagner, a condição de judeu era fundamental para a entrevista e isto é mostrado de forma clara.
O entrevistador, jornalista Fernando Rodrigues, diz: "O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, esteve no Brasil. Ele, como se sabe, tem dito que o Holocausto jamais existiu e que o Estado de Israel será varrido do mapa em breve. O senhor é judeu, seus pais vieram ao Brasil fugindo da perseguição nazista na Polônia. O que o senhor acha? O presidente Lula deveria, da forma como recebeu tão amigavelmente, ter recebido o presidente do Irã no Brasil?”
Ao que Jaques Wagner responde que considera que o presidente do Irã presta um desserviço à causa dos palestinos e à causa do Oriente Médio. Wagner conta também que Lula pedira a ele, "único governador judeu do Brasil, que sou eu” que recebesse o presidente da Palestina.
Wagner foi entrevistado por ser governador, do partido governista (PT) e judeu.
A chamada discrimina o entrevistado. Ela de fato distingue a religião do governador.
Considero, no entanto, que o erro não está em atribuir a religião. O que mostra viés é a formulação que, em tom de denúncia, aponta uma imaginada contradição entre e religião e a posição política do governador, baseada, quem sabe, na idéia de que um judeu não poderia estar de acordo com a visita. Assim, os judeus pensariam todos de um jeito só.
Acho importante, portanto, ressaltar, que não está proibido mencionar a religião de alguém em título em toda e qualquer circunstância. O que não pode haver é preconceito, segregação e racismo.
Mara Gama às 23h18
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Leitores enviaram mensagens para a ombudsman nesta segunda criticando a exibição continuada da foto do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, ferido e com sangue no rosto, após ter sido agredido durante um comício em Milão, na Itália, no domingo, 13.
"Passei o fim de semana vendo a foto do Berlusconi ensanguentado na 1ª pagina. Hoje, segunda-feira, continua. Ninguém merece.", escreveu o leitor Naldinho.
"Por favor, poderiam retirar a fotografia do Berlusconi da página principal? Além de representar um jornalismo de péssima qualidade, a cena causa enjoo e não traz qualquer significado que possa contribuir para a formação do senso crítico no leitor. Parece que voltamos ao ‘Notícias Populares’, mas agora na versão da mídia hegemônica", pediu Marcelo.
"Hoje ao acessar o site do UOL dei de cara com a foto do primeiro ministro da Itália sangrando. Acho uma falta de respeito ao assinante a colocação de alguém naquela situação. Afinal, acredito que não sejam favoráveis ao quanto mais sangue melhor", ponderou Wenilton.
O assunto tem importância e acho correto que seja acompanhado. Mas, de fato, considero que a exibição continuada desta foto é apelativa e não traz informação.
Mara Gama às 17h47
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Eufemismos evitáveis na reportagem sobre a morte do ex-deputado estadual e apresentador Luiz Carlos Alborghetti, publicada nesta quarta e destacada na home page do UOL.
No texto, lê-se que "Alborghetti criou várias frases que viraram bordão entre os defensores de políticas de segurança duras e nem sempre condizentes com o respeito à lei: "Não tem que construir mais cadeias! Tem que construir mais cemitérios!"; "Tá com pena dele? Leva pra tua casa! Põe pra dormir na tua cama!" e "Foi pro colo do capeta!" são algumas delas."
Para usar uma expressão de José Simão, "tucanaram" este texto.
Mara Gama às 21h40
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O UOL fez site especial na estação “Ciência e Saúde” para acompanhar a conferência do clima em Copenhague, Dinamarca, a COP 15.

Alimentado com reportagens da Folha Online e das agências, traz também bons gráficos sobre evolução geral das mudanças climáticas, emissões de carbono, variações de temperaturas nos últimos 160 anos etc.
A atualização está sendo feita de forma correta, pelo que tenho acompanhado.
Mas é de dar pena que, de novo, um site especial com imagens tão interessantes fique espremido em páginas estreitas e sem padrão.
Dois dos gráficos usados ganharam boa largura, sem a barra de navegação da estação, como este da imagem abaixo.

“Veja as mudanças climáticas no planeta com o aumento de 4°C na temperatura”, que é um gráfico bastante interessante, com vários links de texto, fica confinado numa página com largura bem menor, cerca de 65% da largura do primeiro gráfico.
Mara Gama às 21h16
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No último dia 4, o leitor Emmanoel criticou o UOL e o colunista Juca Kfouri por noticiarem que o Flamengo seria hexacampeão, se vencesse o jogo no domingo, 6, contra o Grêmio.
"O Flamengo desde seu último título foi sagrado Tetracampeão pela CBF e pela FIFA. Os dois sites destas entidades contam 4 títulos para o time da Gávea.
Isto se dá porque o Flamengo não aceita que o título nacional de 87 foi dado justamente pela CBF para o Sport após o time carioca desrespeitar as regras do campeonato vigente.
Como assinante do UOL, tenho direito de ler notícias que falem a verdade, que sejam imparciais."
Pedi um esclarecimento à equipe de Esporte sobre a polêmica que envolve o título de 1987 e qual a posição adotada pelo UOL:
"Oficialmente, a CBF registra o Sport como vencedor do ano mencionado. No entanto, o jornalista Juca Kfouri entende que o campeão brasileiro de 1987 é o Flamengo, assim como a maioria da imprensa esportiva do país. O jornalista mantém seu blog em UOL Esporte e tem autonomia para expressar sua opinião. A Redação do UOL decidiu considerar as duas equipes campeãs de 1987, acatando a versão da CBF e também seguindo o que entendemos ser o bom senso da corrente pública que considera o Flamengo como vencedor do ano.
Como discorrido em nosso site na última semana, um imbróglio político entre a CBF e a entidade que gere os interesses dos grandes clubes do país provocou discordância sobre o modo de disputa do final do Brasileiro daquele ano.
Mas o fato é que o Flamengo venceu o módulo principal da Copa União, que reunia as equipes de elite do país.
Anos mais tarde, o clube carioca conseguiu posição favorável na Justiça Comum.
Recentemente, até mesmo a CBF acenou com a possibilidade de reconhecimento do Flamengo campeão.
Em uma nota publicada nesta quarta-feira em nosso site, o próprio presidente da entidade se refere ao clube como ‘hexacampeão’."
Mara Gama às 19h11
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