A função de ombudsman está completando um ano no UOL. Foi um período de implementação do cargo. Ao longo desses meses, muitos me perguntaram o que eu esperava dessa experiência. Dizia que meu objetivo maior era conduzir o mandato de forma a que internautas e todos no UOL vissem algum sentido na função e que houvesse intenção em mantê-la ao longo do tempo, de forma a que o ombudsmanato do UOL se transformasse numa instituição.
O número de e-mails indica que houve interesse dos internautas. Até o dia 30 de junho, cerca de 13 mil e-mails foram enviados à caixa postal da ombudsman. A maioria ainda referente a problemas relativos a assinaturas. Houve 4.442 manifestações sobre o conteúdo (no sentido mais amplo) do portal, tratadas pessoalmente por mim. As áreas que receberam mais críticas e/ou comentários foram: Home Page, Esporte, Últimas Notícias e Publicidade. Houve muito e-mail de agradecimento às respostas da ombudsman e de críticas gerais ao portal. Houve, também, 1.538 comentários aprovados no blog, quase sempre relativos ao conteúdo do portal. Quem quiser ver os números completos pode baixar o arquivo em PowerPoint (cerca 7 MB) ou a versão compactada (6,5 MB).
Mês a mês, o número de casos tratados pela ombudsman
Esses 12 meses foram, para mim, uma jornada rica, em que aprendi a ouvir o internauta e respeitar seus questionamentos. É muito interessante ver o portal por outra perspectiva, que não a de quem está dentro, produzindo o conteúdo. Foi um período de muito desconforto, também, pela própria natureza do trabalho e pelas reações que ele provoca. Foi ainda um ano de frustrações, porque não consegui convencer a direção a dar mais visibilidade ao blog. Defendi a tese (que nem é minha) de que o fortalecimento de um ombudsman de mídia se dá pelo espaço destacado que tem no veículo em que trabalha, de modo a que fale para um público muito maior do que o que lhe consulta. Principalmente pelo desconforto, nem dei a chance de o UOL me convidar para um segundo período no cargo. Encerro hoje meu mandato. Em breve, o nome do novo ombudsman (ou nova ombudsman) deve ser divulgado pelo portal.
É hora de revelar minha gratidão aos internautas que trouxeram seus questionamentos, por e-mail ou por intermédio do blog, e me desculpar publicamente por não conseguir atender de forma satisfatória a 100% das queixas, sugestões e comentários. Agradeço à direção do UOL, em particular a Márion Strecker, diretora de Conteúdo, pela confiança e pelo rigoroso cumprimento do trato de me deixar livre para escrever (ou não) sobre o que eu quissesse. Se errei na mão ou me calei, a responsabilidade é minha. Muito, muito obrigada à turma da Central de Relacionamento, que se mobilizou para me dar apoio e assumir a tarefa de responder aos questionamentos fora de minha área de atuação, como problemas com cobrança ou alterações cadastrais. Não teria sobrevivido este ano sem as conversas de estímulo de Myrian Naime (diretora de Relacionamento com Clientes) e o apoio de meu anjo da guarda titular na central, Zoraia Ajeje Fernandes.
Tereza Rangel às 19h37
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Pela segunda semana seguida, o sistema que gerencia e-mails enviados à Central de Relacionamento, incluindo os mandados para a ombudsman, apresenta problemas. A área técnica está trabalhando para normalizar o serviço. Peço desculpas pela demora nas respostas, por conta do não-recebimento dos e-mails no dia em que são enviados.
Tereza Rangel às 12h36
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Mau gosto: modelo reduzida a um pedaço de carne com dobrinhas
A principal foto destacada pela home page do UOL para a semana de moda de São Paulo (SP Fashion Week), a partir das 9h54, era o do corpo de uma modelo, sob o chapéu "Carne". Isso mesmo, "Carne". O enunciado da chamada-foto não melhorava as coisas. "Dobrinhas de top chamam atenção".
A decisão editorial de destacar a foto foi duramente criticada por internautas. Indignado, o repórter-fotográfico da Folha Caio Guatelli diz, inclusive, que o resultado das gordurinhas aparentes pode ser, simplesmente, resultado do mau uso do Photoshop.
"Fiquei surpreso ao ler uma chamada da SP Fashion Week na home page do UOL. O texto trazia: 'Dobrinhas' de top chamam atenção. Depois de testemunhar a morte da top Ana Carolina Reston e assistir a tantas discussões sobre o tema saúde X beleza, onde especialistas na área de saúde afirmam que os excessos para se alcançar a magreza que leva à beleza é algo totalmente insalubre, deixa-me indignado ver que o site UOL publica em sua home uma frase que estimule seus leitores a criticarem uma dobrinha a mais de uma top model. E o que é essa dobrinha? Até onde eu vejo não é nada mais que o resultado de seu movimento, que através do uso excessivo do filtro de Máscara de Nitidez do Photoshop, o chamado filtro 'Unsharp Mask', a estrutura física ganhou traços mais grosseiros. Tenho certeza que se o filtro Máscara de Nitidez tivesse sido usado com mais profissionalismo, a dobrinha, que é linda, não teria sido tão ressaltada."
Caio Guatelli
Antonio Geremias, colaborador assíduo da ombudsman e que sempre se queixa do corte que normalmente privilegia as nádegas, coxas, virilhas na edição de fotos de mulheres esportistas, foi sucinto no caso da foto da modelo.
"Tereza, olha só como eles se referem às modelos (legenda da foto da esquerda): Carne!"
Antonio Geremias

Na home do UOL, em vez do tênis, a coxa e a bunda de Sharapova
Para piorar o caso, ao se clicar na foto, não se conseguia nenhuma informação adicional na legenda única de todo o álbum, "Karolina Kurkova e a Londres hippie dos anos 70 dão tom do desfile da Cia. Marítima", sem nenhuma referência às dobrinhas. Era preciso um clique adicional e a leitura do texto para se ter certeza de que a foto destacada pela home page era da tcheca Karolina.

Fotos trazem legenda única: pressa ou preguiça?
A resposta da redação
O editor da home page escreveu para defender a publicação da imagem.
"Em tempos de discussão sobre anorexia e excesso de magreza, a primeira página do UOL escolheu um enunciando que não reforça nenhum estereótipo - pelo contrário.
Ao dizer que as dobrinhas chamaram a atenção, a primeira página não pôs nenhum juízo de valor num fato destacado por todas as coberturas, inclusive a nossa. Chamar a atenção pode, inclusive, ser entendido como algo positivo - uma supermodelo como Karolina Kurkova, uma das Angels da Victoria's Secret, a principal estrela do desfile em questão, exibiu um corpo que não se rendia à ditadura da beleza, abrindo espaço para o debate e para o surgimento um novo padrão, mais saudável, para modelos de passarela.
Quanto ao suposto mau uso do photoshop, só posso dizer que se trata de uma avaliação completamente equivocada do internauta, uma vez que, como a ombudsman bem sabe, não usamos o photoshop para produzir notícia.
Haroldo Ceravolo Sereza
Editor da Home Page do UOL"
Meu comentário: sem nenhuma informação adicional na legenda e sob o chapéu "Carne", fica difícil aceitar que a intenção era destacar algo positivo. Até porque o texto relativo ao desfile dizia que "a entrada inicial da top tcheca repercutiu pela platéia em alguns comentários negativos sobre seu corpo, um pouco fora dos padrões sequíssimos de boa parte das modelos nas temporadas de verão." Nada alvissareiro, portanto.
Mais redação: nova manifestação da redação, que tenta explicar, com palavras nobres, uma edição, reitero, de mau gosto e sensacionalista.
"Cara Tereza,
quem fez a chamada sobre a top Karolina Kurkova fui eu. E confesso que fiquei surpresa com o viés negativo com que ela foi recebida por sua coluna e pelos dois leitores citados. Dos quase 170 mil internautas que entraram na matéria pela página principal do UOL, nenhum se queixou diretamente com a home page - acho natural e mais do que bem-vindas as posições dissonantes, mas simplesmente não foi o caso, talvez porque a chamada tenha sido bem-sucedida em expor uma situação de lados polêmicos sem impôr valores, respeitando o exercício de reflexão do leitor.
A chamada foi formulada de forma consciente, buscando o debate e a reflexão. A top model Karolina Kurkova é uma profissional de destaque em sua área e as "dobrinhas", usadas assim, em diminutivo e entre aspas, viraram, sim, assunto, e estavam, sim, em nossa e em todas as coberturas do desfile. A questão proposta pela chamada é exatamente essa: essas "dobrinhas", essa "carne" – o termo que tanto incomodou a ombudsman e foi escolhido por mim exatamente pelo contraponto ao pejorativo "osso" e por ser tão representativo da idéia de humanidade –, essa carne mínima, destoaram a ponto de virar assunto. Fingir que isso não foi o comentário dominante na imprensa e no local (por coincidência, eu estava no desfile e comprovei o que nossa e as outras coberturas reportam) para poupar o leitor do lado "feio" do debate me parece leviano.
Nosso conteúdo não se aprofundava na questão, mas corrigir um possível problema de omissão com outro não me pareceu adequado. A home page do UOL reportou um fato e deu, a meu ver, a proporção adequada aos elementos. Escolher de que lado o leitor deve ficar, direcionando a redação ou simplesmente omitindo, é, para mim, um esvaziamento do debate. Portanto, não é uma opção.
Carina Martins
Editora-assistente da Home Page do UOL"
Tereza Rangel às 17h03
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Nem quando assunto é manchete, há destaque para perfil das vítimas
O UOL vem noticiando, desde o último domingo, o caso de três rapazes que, depois de abordados no Rio por militares, levados para um quartel, liberados, desaparecerem e foram achados mortos em um lixão em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Sabe-se, pela versão da polícia, que os rapazes foram entregues pelos militares a traficantes em um morro vizinho àquele em que moravam.
Chama atenção a falta de perfil dos rapazes (nem ao menos fotos nos álbuns de imagens do dia). Quem são David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17? Faltaram textos devidamente destacados na home page que mostrem como eles viviam, o que faziam, como se divertiam, quem eram suas famílias e seus amigos e por que, uma vez levados a traficantes, foram brutalmente assassinados. Até agora, a cobertura tem sido burocrática, apostando mais no desdobramento da investigação policial e nas falas das autoridades (o caso só virou manchete quando o governador do Rio chamou os militares envolvidos no caso de "marginais"). Nessas horas, é bom colocar repórteres na rua.
Ainda dá tempo de brindar os internautas com um perfil dos rapazes e com uma cobertura mais reveladora. Seria bom, também, saber quem são os 11 presos e explicar como se dá a relação entre militares, traficantes e população dos morros ocupados pelo Exército do Rio.
P.S. Atualizado dia 18: redação informa ter feito perfil dos mortos, chamado na home page a partir da noite do dia 17.
Tereza Rangel às 16h56
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O novo sistema de gerenciamento de e-mails encaminhados à ombudsman apresentou problemas. Mensagens enviadas no final de semana não podem ser lidas. A previsão da equipe técnica é de que, em até 24 horas, as mensagens serão recuperadas. Peço desculpas por isso.
Tereza Rangel às 12h14
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"Com a nova barra de busca, é possível localizar uma notícia publicada no UOL em texto ou em vídeo", diz o release de apresentação na nova estação UOL Notícias.
Um simples teste apontou que até mesmo textos da estação UOL Notícias que estiveram na home page do portal não são achados. Em alguns casos, inclusive, aparece um código estranho: [SFE0002]. Seguem alguns exemplos. As palavras-chaves foram retiradas do primeiro parágrafo de cada texto.

Busca-se uma notícia, acha-se outra
Texto buscado: "Lula diz que falta autoridade moral e ética a críticos de Dilma"
Palavras para busca: “lula dilma abominável”
Resultado: outro texto de 31/03/2008 (Carro no corredor, dossiê, universidade, STF e STE, tapinha), cujo link é uma página de acesso negado em outro portal, o BOL.
Texto buscado: "Operação Passadiço prende 12 policiais rodoviários federais acusados de corrupção em Sergipe"
Palavras para busca: "operação passadiço"
Resultado: outros textos, de 27/02/2007 (Nablus começa a voltar à normalidade; milicianos prometem continuar lutando) e de 03/08/2006 (Re-materialização)

Busca-se notícia veiculada com destaque em que o UOL é citado, encontra-se nada com código estranho
Texto buscado: "Ministro português nega que brasileiros sejam discriminados"
Palavras para busca: ministro português discriminação portal UOL
Resultado: nenhum
Texto buscado: "Ministério Público investigará denúncia de meta de multas de trânsito em Belo Horizonte"
Palavras para busca: "ministério público minas multas"
Resultado: nenhum
Texto buscado: "Quadrilha assalta dois bancos ao mesmo tempo no RS"
Palavras para busca: "porto alegre quadrilha assaltou agências bancárias"
Resultado: nenhum
UOL responde
O gerente de Conteúdo Público e Busca do UOL, Marcos Lavieri, escreveu para explicar por que tantos textos, numa rápida tentativa, não foram encontrados pelo mecanismo de busca de notícias. Agradeço pela resposta tão clara e pela disposição em resolver os problemas apontados.
"Tereza
Após o seu alerta, sobre notícias que estavam em destaque na home do UOL não serem encontradas na busca, foi feita uma verificação do conteúdo indexado e foi descoberto que uma manutenção feita ontem (10/06/08) provocou a não indexação de várias notícias. Imediatamente, esse conteúdo perdido foi incluso no índice e várias notícias antes indisponíveis já aparecem nos resultados da busca. Entretanto, ainda existem notícias publicadas pelo UOL que não aparecem na busca, o que está em verificação.
Como existe conteúdo que não tem sido encontrado e que foi publicado antes da falha ocorrida ontem, é importante clarear o processo de construção do índice do UOL. A busca é alimentada momentos após a publicação das notícias. E é a redação do UOL que define quais conteúdos serão ou não indexados.
Esta busca foi refeita recentemente, e existe um risco de certos conteúdos não aparecerem nos resultados. Pouco a pouco, essas falhas estão sendo corrigidas. Hoje mesmo incluímos no índice uma editoria que havia ficado de fora, por ter sido criada recentemente. A inclusão e exclusão de conteúdo é nosso foco neste momento, pois o processo de criação/extinção de editorias e adição/exclusão de parceiros é bem dinâmico, e toda semana há novidades. Nosso objetivo é automatizar ao máximo essa atividade, para eliminar o risco de alguém esquecer de executar alguma dessas operações.
A página de UOL Notícias também oferece uma busca por vídeos. Neste caso, a indexação não é feita de forma instantânea, mas cinco vezes ao dia. Portanto, vídeos que acabaram de ser publicados podem demorar um pouco para serem encontrados pela busca. Nossa meta é, ainda este ano, ter um processo igual à busca de notícias, com indexação praticamente instantânea.
O objetivo, é claro, é oferecer um serviço de alta qualidade ao internauta que visita as páginas do portal. Resumindo, os problemas apontados hoje foram fruto de vários fatores, que colocam lado a lado falhas de nosso lado e os inevitáveis escorregões que levamos enquanto estamos realizando a ‘sintonia fina’ do serviço, um processo que nunca pode parar e que hoje se concentra na escolha do que fará parte do índice.
[]s Lavi"
Tereza Rangel às 20h22
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Manchete do UOL encaminha internauta para home de UOL Notícias, com as mesmas notícias. Internautas queixam-se de receber mais do mesmo. Há horas em que até a foto é a mesma.
A nova central de jornalismo do UOL, o UOL Notícias, estreou no último dia 20. Foi criada uma home page específica, dentro dos padrões do novo projeto gráfico adotado pelo portal nos últimos meses, em que cresce a área destinada ao conteúdo, com página mais arejada e valorização das fotografias.
O UOL vem dando bastante destaque à nova estação. As manchetes do UOL não direcionam o internauta para a notícia, regra na maioria dos portais. Tem enviado para a home do UOL Notícias, cobrando, assim, um "pedágio" do internauta. Muitos não gostam de ter de dar dois cliques para ler a notícia que lhes interessa. Além disso, queixam-se de que as duas homes são, à primeira vista, cópias uma da outra: mesmos enunciados, mesmas fotos, mesma hierarquia. Dizem que se sentem logrados em clicar e receber "mais do mesmo". Alguns internautas dizem que gostariam de ver uma mudança radical na própria home page do UOL, um tanto envelhecida, para eles.
"Desde que o UOL lançou uma home page só para notícias, preciso dar dois cliques para ler um texto que está em manchete. Em vez de remeter o internauta diretamente para a página clicada, os editores remetem para a home page de notícias, que, aliás, repete quase tudo o que o UOL expõe em sua página inicial. Isso é ridículo. Nenhum website do mundo faz isso hoje em dia. Coisa mais antiga e irritante. Além disso, layout e cores do novo site são cópia do G1 e da Globo.com."
Cris
"Costumo trabalhar escutando as entrevistas do UOL News e cada vez tem ficado mais difícil encontrá-las no meio de um sem-número de matérias da Band News que, em grande parte, duram menos de 1 minuto. Gostaria de sugerir que separassem o conteúdo da Band News das demais entrevistas. Outra coisa é que não entendi muito bem a mudança do UOL News para UOL Notícias. Está quase uma reprise da home page do UOL e os vídeos de entrevistas, que antes eram o forte, agora parecem estar em segundo plano."
Álvaro
Para fazer sua central, o UOL fundiu duas estações, Últimas Notícias e UOL News. Incorporou o conteúdo de vídeo ao noticiário e elevou à condição de canal dois dos maiores sucessos de audiência do antigo UOL News: os programas do José Simão (Monkey News) e do colunista Ricardo Feltrin (Ooops!). Com isso, a análise em vídeo mais séria perdeu espaço. Internautas têm encontrado dificuldade para achar, em meio à dominância dos vídeos da BandNews, entrevistas feitas pela redação do UOL News com colunistas como Lucia Hippolito ou com analistas financeiros ou políticos.
"Com a nova configuração da UOL não consigo mais encontrar aquilo de que mais gostava, que eram as participações de entrevistados como por exemplo as da Lucia Hippolito, da Sayão e outros. Mudam sem dar importância aos usuário."
Leila
"Desconforto inicial"
Abaixo, comentários do gerente geral de notícias do portal, Rodrigo Flores.
"1. Mudanças costumam gerar desconforto inicial. Mesmo aquelas que são para melhor. É o caso da fusão Últimas Notícias e UOL News. No exemplo citado, antes os vídeos da Lucia Hippolito eram destacados na home do UOL News. Hoje, são em UOL Notícias. A diferença é que antes não havia uma busca específica, e portanto era praticamente impossível encontrar vídeos mais antigos.
A inclusão de Monkey News e Ooops! como canais de UOL Notícias é natural, visto que eram canais de UOL News. Entendemos que os canais fazem sentido no menu, já que tratam essencialmente de notícias -- Monkey News comenta de forma irreverente as manchetes do dia, enquanto o Feltrin dá sucessivos furos em entretenimento.
2. A decisão de mandar a manchete do UOL para a página de UOL Notícias é temporária. O objetivo é divulgar a nova página e estimular o hábito do internauta em visitá-la. Nas próximas duas semanas faremos uma avaliação do procedimento para decidir se já é hora de voltar com a política de mandar o link direto para as reportagens.
3. As gerências gerais de notícias e interface trabalham em novidades para a primeira página do UOL. Novos recursos devem ir ao ar no próximo mês. Há a discussão para uma reformulação mais profunda, mas ainda sem prazo para implementação.
Obrigado,
Rodrigo"
Tereza Rangel às 18h35
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Cerca de 40 representantes de 15 países tão diversos quanto Estônia, Geórgia, Turquia, Brasil, EUA, Reino Unido, Holanda, África do Sul, Austrália, Canadá, Dinamarca, Itália, Suécia, Suíça e Colômbia estão reunidos no encontro da Organização de Ombudsmans de Notícias, em Estocolmo, Suécia, que acaba neste sábado. O Brasil tem uma delegação de três ombudsmans: além da ombudsman do UOL, o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, e do iG, Mario Vitor Santos.
A maioria dos ombudsmans presentes trabalha para jornais ou redes de rádio ou televisão. Ombudsmans exclusivos para Internet, apenas os brasileiros do UOL e do iG. A conferência tem como tema "Os Ombudsmans de Notícia - Hoje e Amanhã".
Foram apresentados números e pesquisas sobre quem são e como trabalham os ombudsmans de mídia no mundo. São cerca de cem profissionais, com as formas de trabalho e contratos os mais variados possíveis. Em comum, perseguem a prática do bom jornalismo e buscam representar o público, mesmo aquele que não entra em contato com o ombudsman nem se manifesta. São mediadores entre o público e a redação.
Por conta do perfil do público, uma das grandes questões levantadas foi como se dará a evolução e sobrevivência do ombudsmanato no jornalismo tradicional (em especial o impresso) frente ao crescimento da Internet, à queda de venda de jornais (principalmente nos EUA) e da participação do público como autor de conteúdo.
Ou seja, um encontro como esse traz muitas dúvidas, questionamentos, reflexões, trocas de experiências e poucas respostas.
Foram divulgadas duas interessantes pesquisas sobre o trabalho do ombudsman no mundo.
A suíça Cristina Elia apresentou um trabalho que fez parte de seu doutorado em que traça o perfil do ombudsman de notícias no mundo em 2006. Alguns dados a seguir.
Nove em dez ombudsmans são jornalistas
Nove em dez trabalham para apenas um veículo (isso tem mudado, com ombudsmans trabalhando para várias publicações de um mesmo grupo, principalmente na Europa)
Os ombudsmans europeus são em média 20 anos mais velhos do que os de outras partes do mundo
Falta visibilidade ao trabalho dos ombudsmans europeus
E-mail é a principal forma de comunicação com o público.
Peter Mc Evoy´s trouxe dados levantados no encontro do ano passado, em Harvard, no qual 37 ombudsmans responderam a questionários. Alguns dados.
40% dos ombudsmans tinham blog
51% disseram que a principal questão a ser tratada é quanto os jornalistas seguem ou não o código profissional
90% dos ombudsmans disseram que a principal queixa é relacionada a preconceito e distorção
Volume de trabalho (36%) e falta de apoio da redação e/ou direção (25%) são os principais obstáculos apontados.
Alerta
O jornalista e professor de ética norte-americano Edward Wasserman disse que há um risco para a independência do jornalismo na forma como a publicidade tem agido na Internet, financiando a produção de conteúdos feitos sob medida para vender produtos, com a criação de inúmeros portais verticais. Disse que as empresas de mídia que trabalharem exclusivamente sob a égide da orientação para negócios estão sendo ''corrompidas financeiramente”. Citou ainda a trivialização da produção de conteúdo na Internet, em que a luta pelo "furo" e a pressa na produção contínua de material retira a capacidade de reflexão e de edição, piorando a qualidade do jornalismo. Criticou também a estandartização de conteúdo, para que possa ser veiculado em todas as plataformas, sem levar em conta as especificidades de cada uma.
P.S. Volto a me desculpar pelo atraso no atendimento aos questionamentos que chegaram. De volta ao Brasil na semana que vem, vou correr para colocar a correspondência em dia.
Tereza Rangel às 17h48
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Caros internautas,
peço desculpas pela pouca atualização do blog e por eventual atraso na respostas aos internautas que me escrevem. É que estou, junto com a Central de Relacionamento, cuidando da migração da ferramenta que gerencia os e-mails enviados à ombudsman. O novo programa vai permitir, em primeiríssimo lugar, que finalmente eu possa responder aos questionamentos em português _a ferramenta antiga não aceitava nem sinais gráficos nem acentos. Em segundo, vai permitir que se façam estatísticas mais apuradas do ombudsmanato, até hoje feitas na mão (e, portanto, sujeitas a erro). Deve, portanto, facilitar a comunicação com o público e o gerenciamento da função.
Aproveito para desejar ao leitores do blog um bom feriado e para avisar que na semana que vem embarco para a Suécia, onde participo do encontro anual da Associação de Ombudsmans de Notícias (ONO, em inglês). Vou manter, na medida do possível, o atendimento por e-mail aos internautas. Volto ao Brasil no dia 2 de junho.
Obrigada,
Tereza
Tereza Rangel às 19h15
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Mais uma vez, UOL assume em título informação alheia. No caso, uma "barriga"

UOL leva à manchete acidente aéreo inexistente
Pouco depois das 17h, no dia em que estreou a nova central de jornalismo (batendo o bumbo em submanchete por mais de 11 horas), o UOL caiu na tentação de copiar informação (errada) da TV, assumindo-a. "Avião da Pantanal cai na zona sul de São Paulo" era o enunciado do texto que foi levado à manchete do UOL. Na home, era feita a ressalva de que se tratava de informação divulgada pela TV (“Avião da Pantanal cai na zona sul de SP, diz TV). A "informação" estava errada. Quando percebeu o erro, o UOL mudou o texto (sem alterar o horário), tirou o assunto da manchete e simplesmente adotou a fórmula "a informação inicial era de que um avião da Pantanal teria se chocado contra um prédio residencial, mas ela foi desmentida minutos depois pela Infraero, pelos Bombeiros e pela própria companhia". A ressalva não pode servir de desculpa para que não seja feita uma errata, até porque o título do texto afirmava, categoricamente, que o avião caíra. Se o UOL levou a "notícia" à sua manchete é porque precipitou-se e, sem apuração própria, comprou a versão da TV, disseminando entre os internautas que houvera um acidente inexistente. A prática de cozinhar e assumir informações (certas ou erradas) da TV e rádio é comum em portais da Internet, mas não deveria ser adotada pelo UOL.
Reposta da redação
O gerente geral de notícias do UOL, Rodrigo Flores, escreveu à ombudsman. Agradeço.
"Tereza,
Vamos fazer uma errata assim que tivermos todos os dados consolidados. Agora nossos esforços estão concentrados em cobrir o fato.
A informação da última atualização da nota deve ser colocada manualmente. Na pressa, acabou não entrando. Vamos colocar agora, a partir dos logs de publicação.
Entendo como injusta a afirmação da ombudsman de que houve falta de transparência com o internauta. A informação de que a queda de um avião fora noticiada estava em todas as versões dos textos veiculados pelo UOL.
Obrigado,
Rodrigo"
Tereza Rangel às 18h51
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Na Agência Brasil, autor de previsão sobre preço do pão é identificado

UOL Economia assume, sem senso crítico, declaração do secretário

Home page do UOL, sem senso crítico, mantém assunção de previsão
A Agência Brasil é fonte usada por quase todos os portais da Internet, onde, normalmente, há mais gente para editar do que para apurar. O uso é geral. Por mais que a agência do governo defenda a isenção, seu material visa a informar a população e a divulgar ações do governo. Assim, é preciso senso crítico para usar o material, ainda mais quando vai parar na home page de estações ou do portal.
No UOL, não é diferente. O uso de informações apuradas e distribuídas pela Agência Brasil é corrente. O portal tem adotado como regra deixar claro quando as informações são da Agência Brasil.
Nem sempre, porém, a regra é seguida. No começo da tarde desta quinta-feira, as home pages de Economia e a do próprio portal deram chamada para entrevista do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy. O texto não deixava claro (exceto para uma declaração de Appy) que se tratava de uma colcha de retalhos de textos da Agência Brasil, com parágrafos inteiros idênticos aos de textos distribuídos. Pior, os títulos "compravam" a declaração do secretário, o que nem a Agência Brasil fez. "Pão - Medidas para conter o preço devem surtir efeito até a próxima semana", era o enunciado na home page do UOL. Quem disse isso foi o Appy. Ao escrever o título sem dizer quem fez a afirmação, o UOL assumiu-a. Um erro. O texto, contendo apenas declarações oficiais, não ouvia quem, de fato, pode baixar o preço: supermercadistas e padarias.
O uso abusivo, não claro e sem complementações ou senso crítico de material produzido pela Agência Brasil dá, a alguns internautas, a sensação de que o portal faz assessoria de imprensa para o governo.
"Estou escrevendo para reclamar do UOL. Sou assinante há muitos anos e nunca este portal esteve tão ruim... A impressão que tenho é a de que o governo comprou o UOL. As notícias parecem ser ditadas por uma assessoria do Planalto. Outro dia eu estava vendo o Telejornal da Rede Brasil e o texto era igualzinho, sem tirar nem pôr, às manchetes do UOL. Onde está o jornalismo independente? No mais, só tem bobagem, o labrador que adota leoazinhas feridas, Luana Piovani vai à praia, essas coisas... Está péssimo!!!"
Flávio
UOL fala
O editor de Economia, Armando Pereira Filho, escreveu sobre o assunto. Agradeço pela resposta.
"Oi, Tereza:
O texto foi destacado por tratar de assunto relevante para o consumidor. Embora não seja fato consumado, é uma previsão que pode ter impacto real no dia-a-dia de nosso leitor.
O lide atribui claramente a previsão ao secretário: "O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou, nesta quinta-feira (15), que o consumidor deve sentir no bolso..."
Faltou ser destacado isso no título, e a redatora do UOL Economia responsável pela liberação do texto, produzido fora do UOL por uma agência terceirizada, já foi orientada a respeito.
Nosso objetivo é sempre oferecer contrapontos críticos a informações oficiais, de modo que o internauta tenha acesso a diferentes visões de qualquer tema. Nem sempre conseguimos fazer isso no mesmo dia, mas nos agendamos para acompanhar o caso.
Obrigado,
Armando"
Tereza Rangel às 17h23
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UOL mancheta convite que, pelo jeito, ainda era sondagem

UOL manchete "recusa" de convite que, pelo jeito, não fora feito

UOL mistura tempos de apuração de reportagens

UOL sobe no muro e troca certezas por dúvidas
Foi bastante confusa (e lenta no momento-chave) a cobertura que o UOL deu à saída e substituição de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente. A home page do portal fez uma salada mista na cobertura: foi peremptória ao afirmar que Carlos Minc fora convidado ainda ontem, foi peremptória ao afirmar pela manhã que Minc recusara o convite, foi peremptória ao afirmar hoje que Jorge Viana fora convidado; depois, subiu no muro e trocou tantas certezas por dúvidas. O convite virou "sondagem", "especulação" e manteve-se assim mesmo quando toda a concorrência dava o nome do escolhido. O UOL foi o último portal a levar à sua home page a informação sobre, afinal, quem era o novo ministro. O internauta que se valeu dos destaques do UOL ficou perdido.
Ontem, após a demissão da ministra tornar-se pública, o UOL manchetou que o Planalto convidara Carlos Minc (secretário fluminense) para o cargo. A manchete não dava margem a dúvidas: "Lula convida Carlos Minc para substituir Marina Silva". Naquele momento, teria sido mais correto adotar o prudente "Carlos Minc é cotado para o ministério". Até porque outro nome estava na "bolsa de apostas de ministeriáveis" do próprio UOL: Jorge Viana, ex-governador do Acre.
Hoje pela manhã, o portal manchetou "Carlos Minc recusa o convite para o lugar de Marina Silva". (Na verdade, Minc deu uma entrevista à GloboNews, de Paris, em que narrava uma conversa que tivera com o governador Sérgio Cabral. Dizia ainda não conversara com o presidente Lula e que Cabral pedira-lhe que prometesse não aceitar um provável convite. No máximo, renderia um enunciado “Cotado, Minc diz ter prometido a Cabral não aceitar eventual convite”). Abaixo desta manchete, o UOL afirmava, "Lula convida Jorge Viana para assumir o cargo" (dando, aqui, uma falsa impressão de causa-efeito, de Minc-recusa-convite-e-Lula-convida-agora-Viana. Na verdade, era um texto apurado ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. O UOL deveria ter usado “Lula convidou ontem à noite Viana”). No começo da tarde, o UOL já não tinha tantas certezas. Trocou-as por dúvidas: "Lula sonda Jorge Viana e Minc para lugar de Marina". O texto, um "cozidão" feito pela redação, passou a tratar os antes "convites" como "especulações". Por volta das 15h, a concorrência já noticiava o nome do novo ministro: o mesmo Minc que, em manchete, recusara "o convite" no UOL. Por cerca de meia hora o UOL manteve seus internautas desinformados, noticiando ainda "as especulações".
No caso de demissão de um ministro, é natural que uma redação corra para saber quem será o substituto. É preciso muita reportagem de qualidade, com boas fontes, prudência e uma unidade na hora da edição. O UOL não teve nada disso. Sem reportagem de bastidores própria, o portal valeu-se de apostas distintas, misturando, na edição de sua home page e de seus textos, coberturas que apostavam em Minc como primeira opção e coberturas para quem Jorge Viana era a primeira opção e Minc, o plano B. Misturou em sua home page apurações de ontem feitas pelo jornal Folha de S.Paulo com textos de hoje, da Folha Online, sem deixar claro ao leitor a relação de tempo entre elas. Fez enunciados certeiros no lugar de condicionais.
Até agora, quem acompanhou as notícias destacadas na home page não sabe ao certo como se deram as negociações para a substituição de Marina Silva. Qual foi a ordem correta dos fatos? A se valer do que o UOL destacou em sua home page até as 16h30 de hoje, Carlos Minc recebeu o convite ainda ontem, recusou na manhã de hoje, virou apenas especulação no começo da tarde para, finalmente, aceitar o convite recusado horas antes. Já Jorge Viana era cotado ontem, recebeu um convite pela manhã (não se sabe que resposta deu), tornou-se especulação no começo da tarde e virou poeira com o anúncio de Minc.
Tereza Rangel às 17h35
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Home de Celebridades estréia novo projeto gráfico

Boa parte do site não acompanhou a novidade, causando estranheza
Mais uma estação foi alterada graficamente para o novo padrão do UOL, em que a área editorial ocupa mais espaço, em que há mais e maiores fotos e caixas para conter os conteúdos. Desta vez foi UOL Celebridades. Acontece que não houve migração de todo o conteúdo para o novo lay-out. Causa estranheza dois modelos convivendo numa mesma estação, um novo e outro velho. São bastante diferentes, a começar pela barra e menu que identificam a estação e suas cores. Parece que há algum erro. Convidada na sexta-feira a dizer por que optou por levar ao ar "meia nova estação", a redação não respondeu. Alterou, apenas, a barra, unificando-a, mas ainda mantendo dois projetos gráficos distintos no ar. O internauta agradeceria com uma migração total.
Tereza Rangel às 16h52
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UOL destaca por mais de 12 horas reportagem que pode ser exemplo do que não fazer em jornalismo
"Foi inaugurado nesta terça (6), [sic] o maior centro oncológico da América Latina - o Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira.
Segundo o governo do Estado, os 580 leitos do instituto vão triplicar o número de vagas no Estado dedicadas ao atendimento de pacientes com a doença e a expectativa é de que o local atenda, numa primeira etapa, cerca de 4.000 pessoas por mês. Até o final de 2009, todas as alas do hospital estarão abertas ao público, o que fará com que o atendimento seja de 40 mil pessoas por mês."
O texto acima, com a vírgula entre predicado e sujeito no lide e acompanhando de um vídeo, foi dado com destaque entre as fotos principais da home page do UOL entre ontem e hoje, por mais de 12 horas seguidas.
O UOL investiu na cobertura da inauguração (parcial) do hospital, enviando repórter e cinegrafista, mas se esqueceu de fazer jornalismo. Texto e vídeo mais pareciam release de assessoria de imprensa do governo do Estado. Faltava o bê-á-bá: onde fica o hospital? [Na cidade de São Paulo, região oeste, avenida Doutor Arnaldo] Quem serão os 4.000 atendidos este ano? Como será a seleção dos doentes? [São os pacientes de câncer atendidos atualmente pelo Hospital de Clínicas]. O texto e vídeo destacados pela home tampouco trouxeram links para amplo material feito com especial cuidado pela Folha de S.Paulo e Folha Online sobre o tema desde o último domingo (afinal, o patrono do hospital, Octavio Frias de Oliveira, morto em abril de 2007, foi o publisher do jornal).
Um desserviço ao internauta, principalmente àquele interessado no tratamento de câncer. Um exemplo de como não fazer uma reportagem simples. Um exemplo de como não editar algo com falhas tão básicas.
Só hoje à tarde e após queixa da ombudsman, a redação refez o texto (agora com pouco destaque, escondido na aba de vídeos da home). Isso deveria ter sido feito ontem, antes da publicação. O vídeo não foi reeditado, pelo menos até este momento.
Tereza Rangel às 17h08
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Área que fica dias sem atualização na home diz que ciclone mata mais de 350 (número ultrapassa os 22 mil)
Área atualizada da home do UOL dá conta de 22,5 mil mortos em Mianmar, número quase 65 vezes mais do que os 350 da foto acima
O UOL defende que não é preciso atualizar diariamente a área de abas da home page do UOL, criada para valorizar conteúdos específicos: fotos, vídeos, blogs e downlods. Quando critiquei aqui a falta de atualização, o editor da home page do UOL, Haroldo Sereza, escreveu que "ao navegar pelas setas, o internauta encontra o equivalente a uma lista de conteúdos interessantes, mas não necessariamente 'quentes'. É como se dois tempos convivessem na home, um mais ágil, sempre exposto na home, outro mais lento, com conteúdos que, de alguma forma, continuam interessando a ele, internauta."
Hoje, até as 13h, nenhuma das fotos em todas as abas era do dia. Imagens com um, dois e até três dias de "idade". Um assunto, em especial, chamava atenção: o do ciclone que devastou Mianmar. A chamada (do dia 4) dizia haver "mais de 350 mortos". No alto da página, o UOL informava que 22,5 mil morreram. Ou seja, quase 65 vezes mais mortos. Pega mal tamanho grau de desatualização.
Na minha opinião, esses "dois tempos" defendidos pela redação para atualizar a home não deveriam existir. Home page de portal que se diz o melhor conteúdo é lugar para muitas atualizações diárias. Ainda mais para portal com DNA jornalístico, como é o UOL (e principalmente num caso de notícia com ene maiúsculo, como a de Mianmar).
Tereza Rangel às 18h21
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