Caros internautas,
peço desculpas pela pouca atualização do blog e por eventual atraso na respostas aos internautas que me escrevem. É que estou, junto com a Central de Relacionamento, cuidando da migração da ferramenta que gerencia os e-mails enviados à ombudsman. O novo programa vai permitir, em primeiríssimo lugar, que finalmente eu possa responder aos questionamentos em português _a ferramenta antiga não aceitava nem sinais gráficos nem acentos. Em segundo, vai permitir que se façam estatísticas mais apuradas do ombudsmanato, até hoje feitas na mão (e, portanto, sujeitas a erro). Deve, portanto, facilitar a comunicação com o público e o gerenciamento da função.
Aproveito para desejar ao leitores do blog um bom feriado e para avisar que na semana que vem embarco para a Suécia, onde participo do encontro anual da Associação de Ombudsmans de Notícias (ONO, em inglês). Vou manter, na medida do possível, o atendimento por e-mail aos internautas. Volto ao Brasil no dia 2 de junho.
Obrigada,
Tereza
Tereza Rangel às 19h15
comente regras de uso enviar esta mensagem link para esta mensagem
Mais uma vez, UOL assume em título informação alheia. No caso, uma "barriga"

UOL leva à manchete acidente aéreo inexistente
Pouco depois das 17h, no dia em que estreou a nova central de jornalismo (batendo o bumbo em submanchete por mais de 11 horas), o UOL caiu na tentação de copiar informação (errada) da TV, assumindo-a. "Avião da Pantanal cai na zona sul de São Paulo" era o enunciado do texto que foi levado à manchete do UOL. Na home, era feita a ressalva de que se tratava de informação divulgada pela TV (“Avião da Pantanal cai na zona sul de SP, diz TV). A "informação" estava errada. Quando percebeu o erro, o UOL mudou o texto (sem alterar o horário), tirou o assunto da manchete e simplesmente adotou a fórmula "a informação inicial era de que um avião da Pantanal teria se chocado contra um prédio residencial, mas ela foi desmentida minutos depois pela Infraero, pelos Bombeiros e pela própria companhia". A ressalva não pode servir de desculpa para que não seja feita uma errata, até porque o título do texto afirmava, categoricamente, que o avião caíra. Se o UOL levou a "notícia" à sua manchete é porque precipitou-se e, sem apuração própria, comprou a versão da TV, disseminando entre os internautas que houvera um acidente inexistente. A prática de cozinhar e assumir informações (certas ou erradas) da TV e rádio é comum em portais da Internet, mas não deveria ser adotada pelo UOL.
Reposta da redação
O gerente geral de notícias do UOL, Rodrigo Flores, escreveu à ombudsman. Agradeço.
"Tereza,
Vamos fazer uma errata assim que tivermos todos os dados consolidados. Agora nossos esforços estão concentrados em cobrir o fato.
A informação da última atualização da nota deve ser colocada manualmente. Na pressa, acabou não entrando. Vamos colocar agora, a partir dos logs de publicação.
Entendo como injusta a afirmação da ombudsman de que houve falta de transparência com o internauta. A informação de que a queda de um avião fora noticiada estava em todas as versões dos textos veiculados pelo UOL.
Obrigado,
Rodrigo"
Tereza Rangel às 18h51
comente regras de uso enviar esta mensagem link para esta mensagem