Leitor "desde o início do UOL", Marcelo mandou uma mensagem para a ombudsman sobre a quantidade de erros de português e concordância que encontra no UOL.
"Acho que para ter o melhor conteúdo, o mais extenso e que atrai 7 de cada 10 internautas brasileiros, acredito que vocês não devem apenas zelar pela extensão e qualidade do conteúdo. Já faz algum tempo como leitor e assinante do portal que me deparo com muitos erros de português e concordância nos textos da UOL. Muitas vezes esses erros chegam a dar vontade de parar de ler a notícia. Concordo que um erro pode acontecer uma vez ou outra. Porém, diariamente encontro erros no site.
Eu não me considero uma dessas pessoas que reclamam de tudo, e para estar fazendo isso é que realmente esse detalhe causa uma certa sensação de amadorismo.
Isso passa para o leitor a sensação de que não existe um departamento que verifique os erros antes de se acrescentar uma nova informação.
Concordo também que em um meio impresso exista “mais” tempo para se verificar tais situações e que na internet tudo é muito rápido. Mas na minha humilde opinião, é melhor um conteúdo menos extenso e livre de erros do que uma notícia extremamente completa cheia deles.".
Marcelo tem razão. Ainda é muito grande o número de erros diários nos textos do UOL. Não há revisão no material por parte de uma equipe especializada antes da publicação. O trabalho de releitura fica a cargo dos próprios jornalistas, e nem sempre os textos são lidos por mais de uma pessoa.
Isso aumenta a responsabilidade de cada jornalista.
A pressa tem sido responsabilizada pela maior parte dos erros cometidos.
Como não há num futuro próximo um cenário onde haja menos urgência na publicação, é preciso reforçar o controle na Redação, com a obrigação de releitura de todos os textos, dupla checagem, consulta a manuais e dicionários para nomes, grafias, datas e locais.
O processo de tentativa de diminuição de erros é permanente. A área de Conteúdo está empenhada nisso.
A exigência dos leitores tem sido fundamental para fazer avançar a qualidade do produto jornalístico no UOL.
Os números mensais continuam altos, mas devido às notificações dos leitores e as comunicações via ombudsman, as correções aumentaram significativamente.
Mara Gama às 15h45
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Até a manhã deste domingo, 7 de junho, foram encontrados cinco corpos na operação de resgate dos destroços do avião A330 da Airbus, que fazia o voo 477 da Air France, no trajeto Rio - Paris, e que caiu no Atlântico na noite de 31 de maio.
Segundo texto publicado por UOL Notícias as 10h51 e atualizado as 11h18, "A Marinha divulgou neste domingo (7) o resgate de mais três corpos de passageiros do voo 447 da Air France. Eles se somam a outros dois encontrados ontem (6). Os cinco corpos devem chegar nesta segunda-feira (8) a Fernando de Noronha para, em seguida, serem levados para o Recife, onde serão necropsiados no Instituto Médico Legal (IML)."
São 17h45 e a home page do UOL tem como manchete "Aeronáutica e Marinha localizam mais três corpos". A formulação é inadequada. Qual a referência? "Mais" em relação a que número? A formulação só se adequaria a noticiário de renovação permanente, em que há certeza de um mesmo público. Sem referência de horário ou da soma, a manchete confunde.
Neste caso, em especial, além de a chamada se referir a uma notícia de sete horas atrás, a velocidade das notícias é bem inferior à ansiedade habitual por números, provas, pistas, desfecho. Não há, portanto, justificativa para usar esta fórmula de "placar".
Mara Gama às 17h55
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