18/08/2008

Onde estão os vídeos?

O UOL não tem direito de transmitir ao vivo ou sob demanda imagens das competições olímpicas na internet.
 
Segundo o Gerente geral de Esporte, Alexandre Gimenez, o portal buscou “negociar com o Comitê Olímpico Internacional, em outubro de 2006, mas a entidade que organiza os jogos optou por vender os direitos para internet no Brasil para outra empresa”.
 
São direitos exclusivos. Ou seja, quem paga pega tudo e não tem para ninguém.

Segundo reportagem do IDG Now, o portal Terra teria investido U$ 7 milhões de dólares no projeto total das transmissões para a internet, custos que seriam em parte repassados para as operadoras de telefonia móvel pela exibição das Olimpíadas via celular.

Pois bem. Por não ter estes direitos, o UOL, que retransmite para a internet os canais BandSports e BandNews, tem de interromper as transmissões sempre que há entrada de imagem das competições.

Com uma grade de programação repleta de entradas de boletins olímpicos, foi tomada a decisão de suspender a transmissão ao vivo.

Por e-mail e pelo blog, leitores cobraram transparência, alegando que a interrupção não fora noticiada.

Estavam certos. Procurei mais informações sobre o assunto. Não obtive resposta de imediato, mas, alertada pelas reclamações dos leitores, a

Redação repensou a decisão e está buscando uma solução para o caso.

 

Onde estão os vídeos? capítulo 2

 

Mesmo sem ter as imagens das competições, o UOL enviou repórteres e equipe de TV para Pequim. Em março, foi Marcelo Tas, numa viagem exploratória que virou a série Tas na China . Agora, durante os jogos, há repórteres que captam e produzem vídeos na China e a reportagem no Brasil, registrando repercussão e entrevistas dos atletas por aqui.

Onde estão estes vídeos? Se você começar a navegação pela home page do UOL e clicar TV UOL e Vídeos, vai cair na home page do canal TV UOL. Ali não há link fixo para Olimpíadas.

Se pensar que Olimpíadas podem ser parte de Esporte, pode clicar na barra da esquerda de home da TV UOL sobre a palavra Esporte . E não vai achar nada de Olimpíadas.

Você encontrará os vídeos de Olimpíadas na navegação do site especial, clicando em vídeos.

Se por acaso pensar que o UOL tem conteúdo feito por seus enviados especiais e achar sugestivo o link UOL em Pequim na home page do site especial, não vai encontrar os mesmos vídeos.

Ali, estão listadas reportagens e fotos.

Seria bom rever a navegação dos vídeos para dar mais visibilidade aos exclusivos do portal.

Esporte não é só Olimpíada

Para destacar as Olimpíadas, o UOL alterou sua home page inserindo um bloco temático móvel, com manchetes, chamadas, fotos, quadro de medalhas e links para blogs, resultados, agenda e mais fotos.

O bloco fica do fim da noite até o início da tarde na porção superior da página de abertura do UOL, e então, de tarde, cede espaço para o bloco das notícias "quentes", que deve destacar política, economia, assuntos internacionais, cultura e... esporte.

A edição por blocos temáticos tem a vantagem de reunir links relacionados de um mesmo assunto. Mas pode tirar a visão geral e o mix do topo da página que, imagino eu, seria desejável manter.

Para Alexandre Gimenez, o espaço das Olimpíadas na home page do UOL é adequado na maior parte dos casos. "Porém, em casos excepcionais, como conquistas de medalhas por atletas brasileiros, acredito que esse noticiário deveria migrar do bloco temático para o topo da página durante o dia", diz.

Alguns leitores que escreveram a ombudsman se ressentiram do que pode ser um outro subproduto da edição por blocos temáticos. Para o leitor Carlos, de Juiz de Fora, o assunto futebol foi banido da home page do UOL. Ele pergunta: "Onde andam as notícias sobre o futebol brasileiro e o Brasileirão? Não tenho encontrado nada na página inicial, nem mesmo um link. Vou acabar mudando minha página inicial se continuar como está".

Fala o Gerente geral de Notícias, Rodrigo Flores, responsável pela edição da home page do portal: "O bloco fixo de Esporte foi substituído por outro de Olimpíadas durante os Jogos. Ao final das competições em Pequim, retomaremos o espaço a home do UOL. Independentemente disso, lembro que os acompanhamentos da rodada e os resultados das partidas têm sido noticiados com destaque na home do portal".

14/08/2008

UOL Mail


Webmail é assunto que se repete nas comunicações do público com a ombudsman. Por e-mail, Maria Adelaide critica que o UOL Mail "não permite que se responda ou reencaminhe mensagens no modo em que foram enviadas, com imagens inseridas".

A leitora sugere também que o serviço de e-mail do UOL possibilite a marcação de mensagens, entre outras.

Aqui no blog, podavin diz que o Webmail UOL não tem recursos e pergunta se existe previsão de melhora para o serviço.

Com as equipes responsáveis, obtive as seguintes informações:


* As contas estão em processo de migração para um novo sistema mais potente, que vai facilitar atualizações posteriores;

* O processo de mudança se iniciou em 5 de agosto e a previsão é que dure cerca de 3 meses;

* A nova plataforma desenvolvida pelo UOL é baseada na tecnologia Ajax e permite inclusão automática de contatos e o recurso 'clique e arraste' para mensagens e contatos.

* No novo UOL Mail o assinante pode responder ou encaminhar suas mensagens com a formatação recebida, inclusive com imagens, ou optar por utilizar somente texto.

* O novo Webmail permite sinalizar mensagens com "bolinhas" e selecionar grupos de mensagens para marcar como lidas, não-lidas ou para movê-las entre pastas.

Foi publicada reportagem com a descrição dos recursos em UOL Tecnologia.

11/08/2008

Apresentação

Olá,

 

Começo hoje a atuar como ombudsman do UOL.

 

Minha tarefa é a de amplificar a voz do público encaminhando sugestões e críticas -que chegam por e-mail ou pelo blog - a quem pauta, produz, organiza, desenha, edita e publica o conteúdo do UOL, isto é, à Redação.

 

O objetivo é aprimorar a qualidade do Conteúdo do UOL.

 

No dia-a-dia, diminuir erros e imprecisões. A longo prazo, colaborar para que a prática das correções se transforme em cultura, com vistas a ter acuidade na informação, isenção jornalística, mais e melhores serviços, melhor experiência de navegação.

 

Passei o último ano no UOL implantando o controle de erros na área de Conteúdo. Ele começa com uma janela de comunicação para que o público aponte, em cada página, o que considera erro. As comunicações são lidas por redatores e editores responsáveis. Se é confirmado erro, são realizadas correções. Periodicamente são analisados os erros de cada área, feitas estatísticas e avaliações.

 

Durante a implantação do sistema, pude observar que os dois atores desse jogo - público e Redação - são extremamente sensíveis.
 

O público colabora intensa e rapidamente. Aponta, argumenta, comenta e cobra que o veículo de comunicação que ele escolheu não o desaponte.

 

Desde o início da operação, grande parte das mensagens se traduziu em correção. Isso significa que o internauta foi o responsável pela melhoria de qualidade de forma instantânea. Um internauta que leu uma página com erro ajudou a corrigir a página para o próximo internauta que por ali passaria.

 

A Redação reage. Ainda que não no tempo e na medida exata do clamor do público, vão se estabelecendo novas considerações no trabalho cotidiano.

 

Os jornalistas do UOL foram apresentados simultaneamente ao controle de erros descrito acima e à atuação do trabalho de Ombudsman, a partir do segundo semestre de 2007. De lá para cá, vêm se confrontando com a reação direta ao seu trabalho, em detalhes. Não é um procedimento automático. É um aprendizado.

 

Agora, como ombudsman, considero que o desafio é o de atuar diretamente como facilitadora na conversa entre quem produz e quem recebe a informação. Vou tentar agilizar o diálogo, buscando o apontamento claro e objetivo de falhas e sua correção, evitando juízos.
 

Espero contar com suas considerações e críticas.

 

 

 

08/08/2008

Nova ombudsman começa na 2ª

A jornalista Mara Gama será a nova ombudsman do UOL a partir da próxima segunda-feira, dia 11 de agosto.


Mara é jornalista formada pela PUC de São Paulo e tem especialização em design. Integrante da equipe que implantou o UOL em 1996, já desempenhou no portal as funções de gerente de informação, gerente geral de criação, gerente geral de entretenimento e gerente geral de qualidade de conteúdo. Assina também no UOL o BlogDesign, com notícias sobre arquitetura, urbanismo e design.

 

Acumulará a função de ombudsman com a diretoria de qualidade de conteúdo do UOL. O portal decidiu fundir as atividades de ombudsman e qualidade de conteúdo sob um mesmo comando pelo alto grau de sinergia entre essas atividades.


A função de ombudsman articula-se com a do Serviço de Atendimento ao Consumidor, sem contudo substituí-lo. O SAC tem como escopo atender o assinante e tratar de assuntos ligados a conexão, e-mail, assinatura e cobrança, entre outros. A ombudsman recebe, investiga e encaminha críticas e sugestões dos internautas às áreas responsáveis, em assuntos relativos à qualidade, acuidade e isenção jornalística, e segue os princípios estabelecidos no estatuto do ombudsman.

01/07/2008

Despedida

A função de ombudsman está completando um ano no UOL. Foi um período de implementação do cargo. Ao longo desses meses, muitos me perguntaram o que eu esperava dessa experiência. Dizia que meu objetivo maior era conduzir o mandato de forma a que internautas e todos no UOL vissem algum sentido na função e que houvesse intenção em mantê-la ao longo do tempo, de forma a que o ombudsmanato do UOL se transformasse numa instituição.


O número de e-mails indica que houve interesse dos internautas. Até o dia 30 de junho, cerca de 13 mil e-mails foram enviados à caixa postal da ombudsman. A maioria ainda referente a problemas relativos a assinaturas. Houve 4.442 manifestações sobre o conteúdo (no sentido mais amplo) do portal, tratadas pessoalmente por mim. As áreas que receberam mais críticas e/ou comentários foram: Home Page, Esporte, Últimas Notícias e Publicidade. Houve muito e-mail de agradecimento às respostas da ombudsman e de críticas gerais ao portal. Houve, também, 1.538 comentários aprovados no blog, quase sempre relativos ao conteúdo do portal. Quem quiser ver os números completos pode baixar o arquivo em PowerPoint (cerca 7 MB) ou a versão compactada (6,5 MB).

 

 

Dados de manifestações de conteúdo, mês a mês

Mês a mês, o número de casos tratados pela ombudsman
 

Esses 12 meses foram, para mim, uma jornada rica, em que aprendi a ouvir o internauta e respeitar seus questionamentos. É muito interessante ver o portal por outra perspectiva, que não a de quem está dentro, produzindo o conteúdo. Foi um período de muito desconforto, também, pela própria natureza do trabalho e pelas reações que ele provoca. Foi ainda um ano de frustrações, porque não consegui convencer a direção a dar mais visibilidade ao blog. Defendi a tese (que nem é minha) de que o fortalecimento de um ombudsman de mídia se dá pelo espaço destacado que tem no veículo em que trabalha, de modo a que fale para um público muito maior do que o que lhe consulta. Principalmente pelo desconforto, nem dei a chance de o UOL me convidar para um segundo período no cargo. Encerro hoje meu mandato. Em breve, o nome do novo ombudsman (ou nova ombudsman) deve ser divulgado pelo portal.


É hora de revelar minha gratidão aos internautas que trouxeram seus questionamentos, por e-mail ou por intermédio do blog, e me desculpar publicamente por não conseguir atender de forma satisfatória a 100% das queixas, sugestões e comentários. Agradeço à direção do UOL, em particular a Márion Strecker, diretora de Conteúdo, pela confiança e pelo rigoroso cumprimento do trato de me deixar livre para escrever (ou não) sobre o que eu quissesse. Se errei na mão ou me calei, a responsabilidade é minha. Muito, muito obrigada à turma da Central de Relacionamento, que se mobilizou para me dar apoio e assumir a tarefa de responder aos questionamentos fora de minha área de atuação, como problemas com cobrança ou alterações cadastrais. Não teria sobrevivido este ano sem as conversas de estímulo de Myrian Naime (diretora de Relacionamento com Clientes) e o apoio de meu anjo da guarda titular na central, Zoraia Ajeje Fernandes.

 

25/06/2008

Novo problema com e-mails

Pela segunda semana seguida, o sistema que gerencia e-mails enviados à Central de Relacionamento, incluindo os mandados para a ombudsman, apresenta problemas. A área técnica está trabalhando para normalizar o serviço. Peço desculpas pela demora nas respostas, por conta do não-recebimento dos e-mails no dia em que são enviados.

 

19/06/2008

SPFW: 'carne com dobrinhas'

Reprodução da home page do UOL

Mau gosto: modelo reduzida a um pedaço de carne com dobrinhas


A principal foto destacada pela home page do UOL para a semana de moda de São Paulo (SP Fashion Week), a partir das 9h54, era o do corpo de uma modelo, sob o chapéu "Carne". Isso mesmo, "Carne". O enunciado da chamada-foto não melhorava as coisas. "Dobrinhas de top chamam atenção".


A decisão editorial de destacar a foto foi duramente criticada por internautas. Indignado, o repórter-fotográfico da Folha Caio Guatelli diz, inclusive, que o resultado das gordurinhas aparentes pode ser, simplesmente, resultado do mau uso do Photoshop.


"Fiquei surpreso ao ler uma chamada da SP Fashion Week na home page do UOL. O texto trazia: 'Dobrinhas' de top chamam atenção. Depois de testemunhar a morte da top Ana Carolina Reston e assistir a tantas discussões sobre o tema saúde X beleza, onde especialistas na área de saúde afirmam que os excessos para se alcançar a magreza que leva à beleza é algo totalmente insalubre, deixa-me indignado ver que o site UOL publica em sua home uma frase que estimule seus leitores a criticarem uma dobrinha a mais de uma top model.  E o que é essa dobrinha? Até onde eu vejo não é nada mais que o resultado de seu movimento, que através do uso excessivo do filtro de Máscara de Nitidez do Photoshop, o chamado filtro 'Unsharp Mask', a estrutura física ganhou traços mais grosseiros. Tenho certeza que se o filtro Máscara de Nitidez tivesse sido usado com mais profissionalismo, a dobrinha, que é linda, não teria sido tão ressaltada."
Caio Guatelli


 

Antonio Geremias, colaborador assíduo da ombudsman e que sempre se queixa do corte que normalmente privilegia as nádegas, coxas, virilhas na edição de fotos de mulheres esportistas, foi sucinto no caso da foto da modelo.

 

"Tereza, olha só como eles se referem às modelos (legenda da foto da esquerda): Carne!"
Antonio Geremias


 

Reprodução da home page do UOL

Na home do UOL, em vez do tênis, a coxa e a bunda de Sharapova

 

Para piorar o caso, ao se clicar na foto, não se conseguia nenhuma informação adicional na legenda única de todo o álbum, "Karolina Kurkova e a Londres hippie dos anos 70 dão tom do desfile da Cia. Marítima", sem nenhuma referência às dobrinhas. Era preciso um clique adicional e a leitura do texto para se ter certeza de que a foto destacada pela home page era da tcheca Karolina.

 

Reprodução foto em álbum de UOL Moda

Fotos trazem legenda única: pressa ou preguiça?

 

A resposta da redação


O editor da home page escreveu para defender a publicação da imagem.
 

"Em tempos de discussão sobre anorexia e excesso de magreza, a primeira página do UOL escolheu um enunciando que não reforça nenhum estereótipo - pelo contrário.
 
Ao dizer que as dobrinhas chamaram a atenção, a primeira página não pôs nenhum juízo de valor num fato destacado por todas as coberturas, inclusive a nossa. Chamar a atenção pode, inclusive, ser entendido como algo positivo - uma supermodelo como Karolina Kurkova, uma das Angels da Victoria's Secret, a principal estrela do desfile em questão, exibiu um corpo que não se rendia à ditadura da beleza, abrindo espaço para o debate e para o surgimento um novo padrão, mais saudável, para modelos de passarela.
 

Quanto ao suposto mau uso do photoshop, só posso dizer que se trata de uma avaliação completamente equivocada do internauta, uma vez que, como a ombudsman bem sabe, não usamos o photoshop para produzir notícia.

 
Haroldo Ceravolo Sereza
Editor da Home Page do UOL
"


Meu comentário: sem nenhuma informação adicional na legenda e sob o chapéu "Carne", fica difícil aceitar que a intenção era destacar algo positivo. Até porque o texto relativo ao desfile dizia que "a entrada inicial da top tcheca repercutiu pela platéia em alguns comentários negativos sobre seu corpo, um pouco fora dos padrões sequíssimos de boa parte das modelos nas temporadas de verão." Nada alvissareiro, portanto.

 

Mais redação: nova manifestação da redação, que tenta explicar, com palavras nobres, uma edição, reitero, de mau gosto e sensacionalista.  

"Cara Tereza, 

quem fez a chamada sobre a top Karolina Kurkova fui eu. E confesso que fiquei surpresa com o viés negativo com que ela foi recebida por sua coluna e pelos dois leitores citados. Dos quase 170 mil internautas que entraram na matéria pela página principal do UOL, nenhum se queixou diretamente com a home page  - acho natural e mais do que bem-vindas as posições dissonantes, mas simplesmente não foi o caso, talvez porque a chamada tenha sido bem-sucedida em expor uma situação de lados polêmicos sem impôr valores, respeitando o exercício de reflexão do leitor.
 

A chamada foi formulada de forma consciente, buscando o debate e a reflexão. A top model Karolina Kurkova é uma profissional de destaque em sua área e as  "dobrinhas", usadas assim, em diminutivo e entre aspas, viraram, sim, assunto, e estavam, sim, em nossa e em todas as coberturas do desfile. A questão proposta pela chamada é exatamente essa: essas  "dobrinhas", essa  "carne" – o termo que tanto incomodou a ombudsman e foi escolhido por mim exatamente pelo contraponto ao pejorativo "osso" e por ser tão representativo da idéia de humanidade –, essa carne mínima, destoaram a ponto de virar assunto. Fingir que isso não foi o comentário dominante na imprensa e no local (por coincidência, eu estava no desfile e comprovei o que nossa e as outras coberturas reportam) para poupar o leitor do lado "feio" do debate me parece leviano.
 

Nosso conteúdo não se aprofundava na questão, mas corrigir um  possível problema de omissão com outro não me pareceu adequado. A home  page do UOL reportou um fato e deu, a meu ver, a proporção adequada aos elementos. Escolher de que lado o leitor deve ficar, direcionando a redação ou simplesmente omitindo, é, para mim, um esvaziamento do debate. Portanto, não é uma opção. 
 

Carina Martins

Editora-assistente da Home Page do UOL"

17/06/2008

Quem são os rapazes?

Reprodução manchete do UOL 

Nem quando assunto é manchete, há destaque para perfil das vítimas

 

O UOL vem noticiando, desde o último domingo, o caso de três rapazes que, depois de abordados no Rio por militares, levados para um quartel, liberados, desaparecerem e foram achados mortos em um lixão em Duque de Caxias (Baixada Fluminense). Sabe-se, pela versão da polícia, que os rapazes foram entregues pelos militares a traficantes em um morro vizinho àquele em que moravam.

 

Chama atenção a falta de perfil dos rapazes (nem ao menos fotos nos álbuns de imagens do dia). Quem são David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga Costa, 19, e Marcos Paulo da Silva, 17? Faltaram textos devidamente destacados na home page que mostrem como eles viviam, o que faziam, como se divertiam, quem eram suas famílias e seus amigos e por que, uma vez levados a traficantes, foram brutalmente assassinados. Até agora, a cobertura tem sido burocrática, apostando mais no desdobramento da investigação policial e nas falas das autoridades (o caso só virou manchete quando o governador do Rio chamou os militares envolvidos no caso de "marginais"). Nessas horas, é bom colocar repórteres na rua.

 

Ainda dá tempo de brindar os internautas com um perfil dos rapazes e com uma cobertura mais reveladora. Seria bom, também, saber quem são os 11 presos e explicar como se dá a relação entre militares, traficantes e população dos morros ocupados pelo Exército do Rio.

 

P.S. Atualizado dia 18: redação informa ter feito perfil dos mortos, chamado na home page a partir da noite do dia 17.

16/06/2008

Problemas na leitura de e-mails

O novo sistema de gerenciamento de e-mails encaminhados à ombudsman apresentou problemas. Mensagens enviadas no final de semana não podem ser lidas. A previsão da equipe técnica é de que, em até 24 horas, as mensagens serão recuperadas. Peço desculpas por isso.

11/06/2008

Procuram-se notícias

"Com a nova barra de busca, é possível localizar uma notícia publicada no UOL em texto ou em vídeo", diz o release de apresentação na nova estação UOL Notícias.

 

Um simples teste apontou que até mesmo textos da estação UOL Notícias que estiveram na home page do portal não são achados. Em alguns casos, inclusive, aparece um código estranho: [SFE0002]. Seguem alguns exemplos. As palavras-chaves foram retiradas do primeiro parágrafo de cada texto.

 

 

Reprodução da busca de UOL Notícias

Busca-se uma notícia, acha-se outra

Texto buscado: "Lula diz que falta autoridade moral e ética a críticos de Dilma"

Palavras para busca: “lula dilma abominável”
Resultado: outro texto de 31/03/2008 (Carro no corredor, dossiê, universidade, STF e STE, tapinha), cujo link é uma página de acesso negado em outro portal, o BOL.


 

Texto buscado: "Operação Passadiço prende 12 policiais rodoviários federais acusados de corrupção em Sergipe"

Palavras para busca: "operação passadiço"

Resultado: outros textos, de 27/02/2007 (Nablus começa a voltar à normalidade; milicianos prometem continuar lutando)  e de 03/08/2006 (Re-materialização)


 

 

Reprodução da busca do UOL Notícias

Busca-se notícia veiculada com destaque em que o UOL é citado, encontra-se nada com código estranho

Texto buscado: "Ministro português nega que brasileiros sejam discriminados"
Palavras para busca: ministro português discriminação portal UOL
Resultado: nenhum



Texto buscado: "Ministério Público investigará denúncia de meta de multas de trânsito em Belo Horizonte"

Palavras para busca: "ministério público minas multas" 
Resultado: nenhum

 

 

Texto buscado: "Quadrilha assalta dois bancos ao mesmo tempo no RS"

Palavras para busca: "porto alegre quadrilha assaltou agências bancárias"
Resultado: nenhum

 

 

UOL responde

 

O gerente de Conteúdo Público e Busca do UOL, Marcos Lavieri, escreveu para explicar por que tantos textos, numa rápida tentativa, não foram encontrados pelo mecanismo de busca de notícias. Agradeço pela resposta tão clara e pela disposição em resolver os problemas apontados.


"Tereza

Após o seu alerta, sobre notícias que estavam em destaque na home do UOL não serem encontradas na busca, foi feita uma verificação do conteúdo indexado e foi descoberto que uma manutenção feita ontem (10/06/08) provocou a não indexação de várias notícias. Imediatamente, esse conteúdo perdido foi incluso no índice e várias notícias antes indisponíveis já aparecem nos resultados da busca. Entretanto, ainda existem notícias publicadas pelo UOL que não aparecem na busca, o que está em verificação.
 

Como existe conteúdo que não tem sido encontrado e que foi publicado antes da falha ocorrida ontem, é importante clarear o processo de construção do índice do UOL. A busca é alimentada momentos após a publicação das notícias. E é a redação do UOL que define quais conteúdos serão ou não indexados.
 

Esta busca foi refeita recentemente, e existe um risco de certos conteúdos não aparecerem nos resultados. Pouco a pouco, essas falhas estão sendo corrigidas. Hoje mesmo incluímos no índice uma editoria que havia ficado de fora, por ter sido criada recentemente. A inclusão e exclusão de conteúdo é nosso foco neste momento, pois o processo de criação/extinção de editorias e adição/exclusão de parceiros é bem dinâmico, e toda semana há novidades. Nosso objetivo é automatizar ao máximo essa atividade, para eliminar o risco de alguém esquecer de executar alguma dessas operações.
 

A página de UOL Notícias também oferece uma busca por vídeos. Neste caso, a indexação não é feita de forma instantânea, mas cinco vezes ao dia. Portanto, vídeos que acabaram de ser publicados podem demorar um pouco para serem encontrados pela busca. Nossa meta é, ainda este ano, ter um processo igual à busca de notícias, com indexação praticamente instantânea.
 

O objetivo, é claro, é oferecer um serviço de alta qualidade ao internauta que visita as páginas do portal. Resumindo, os problemas apontados hoje foram fruto de vários fatores, que colocam lado a lado falhas de nosso lado e os inevitáveis escorregões que levamos enquanto estamos realizando a ‘sintonia fina’ do serviço, um processo que nunca pode parar e que hoje se concentra na escolha do que fará parte do índice.
 
[]s Lavi"

04/06/2008

Pedágio oferece mais do mesmo

Reprodução da home do UOL 

 

Reprodução da home de UOL Notícias

Manchete do UOL encaminha internauta para home de UOL Notícias, com as mesmas notícias. Internautas queixam-se de receber mais do mesmo. Há horas em que até a foto é a mesma.

A nova central de jornalismo do UOL, o UOL Notícias, estreou no último dia 20. Foi criada uma home page específica, dentro dos padrões do novo projeto gráfico adotado pelo portal nos últimos meses, em que cresce a área destinada ao conteúdo, com página mais arejada e valorização das fotografias.


O UOL vem dando bastante destaque à nova estação. As manchetes do UOL não direcionam o internauta para a notícia, regra na maioria dos portais. Tem enviado para a home do UOL Notícias, cobrando, assim, um "pedágio" do internauta. Muitos não gostam de ter de dar dois cliques para ler a notícia que lhes interessa. Além disso, queixam-se de que as duas homes são, à primeira vista, cópias uma da outra: mesmos enunciados, mesmas fotos, mesma hierarquia. Dizem que se sentem logrados em clicar e receber "mais do mesmo". Alguns internautas dizem que gostariam de ver uma mudança radical na própria home page do UOL, um tanto envelhecida, para eles.


"Desde que o UOL lançou uma home page só para notícias, preciso dar dois cliques para ler um texto que está em manchete. Em vez de remeter o internauta diretamente para a página clicada, os editores remetem para a home page de notícias, que, aliás, repete quase tudo o que o UOL expõe em sua página inicial. Isso é ridículo. Nenhum website do mundo faz isso hoje em dia. Coisa mais antiga e irritante. Além disso, layout e cores do novo site são cópia do G1 e da Globo.com."
Cris


"Costumo trabalhar escutando as entrevistas do UOL News e cada vez tem ficado mais difícil encontrá-las no meio de um sem-número de matérias da Band News que, em grande parte, duram menos de 1 minuto. Gostaria de sugerir que separassem o conteúdo da Band News das demais entrevistas. Outra coisa é que não entendi muito bem a mudança do UOL News para UOL Notícias. Está quase uma reprise da home page do UOL e os vídeos de entrevistas, que antes eram o forte, agora parecem estar em segundo plano."
Álvaro

 

Para fazer sua central, o UOL fundiu duas estações, Últimas Notícias e UOL News. Incorporou o conteúdo de vídeo ao noticiário e elevou à condição de canal dois dos maiores sucessos de audiência do antigo UOL News: os programas do José Simão (Monkey News) e do colunista Ricardo Feltrin (Ooops!). Com isso, a análise em vídeo mais séria perdeu espaço. Internautas têm encontrado dificuldade para achar, em meio à dominância dos vídeos da BandNews, entrevistas feitas pela redação do UOL News com colunistas como Lucia Hippolito ou com analistas financeiros ou políticos.

 
"Com a nova configuração da UOL não consigo mais encontrar aquilo de que mais gostava, que eram as participações de entrevistados como por exemplo as da Lucia Hippolito, da Sayão e outros. Mudam sem dar importância aos usuário."
Leila
 

 


"Desconforto inicial"


Abaixo, comentários do gerente geral de notícias do portal, Rodrigo Flores.


"1. Mudanças costumam gerar desconforto inicial. Mesmo aquelas que são para melhor. É o caso da fusão Últimas Notícias e UOL News. No exemplo citado, antes os vídeos da Lucia Hippolito eram destacados na home do UOL News. Hoje, são em UOL Notícias. A diferença é que antes não havia uma busca específica, e portanto era praticamente impossível encontrar vídeos mais antigos.
 

A inclusão de Monkey News e Ooops! como canais de UOL Notícias é natural, visto que eram canais de UOL News. Entendemos que os canais fazem sentido no menu, já que tratam essencialmente de notícias -- Monkey News comenta de forma irreverente as manchetes do dia, enquanto o Feltrin dá sucessivos furos em entretenimento.
 

2. A decisão de mandar a manchete do UOL para a página de UOL Notícias é temporária. O objetivo é divulgar a nova página e estimular o hábito do internauta em visitá-la. Nas próximas duas semanas faremos uma avaliação do procedimento para decidir se já é hora de voltar com a política de mandar o link direto para as reportagens.
 

3. As gerências gerais de notícias e interface trabalham em novidades para a primeira página do UOL. Novos recursos devem ir ao ar no próximo mês. Há a discussão para uma reformulação mais profunda, mas ainda sem prazo para implementação.
 

Obrigado,
Rodrigo"

30/05/2008

Ombudsmans em dúvida

Cerca de 40 representantes de 15 países tão diversos quanto Estônia, Geórgia, Turquia, Brasil, EUA, Reino Unido, Holanda, África do Sul, Austrália, Canadá, Dinamarca, Itália, Suécia, Suíça e Colômbia estão reunidos no encontro da Organização de Ombudsmans de Notícias, em Estocolmo, Suécia, que acaba neste sábado. O Brasil tem uma delegação de três ombudsmans: além da ombudsman do UOL, o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, e do iG, Mario Vitor Santos.

 

A maioria dos ombudsmans presentes trabalha para jornais ou redes de rádio ou televisão. Ombudsmans exclusivos para Internet, apenas os brasileiros do UOL e do iG. A conferência tem como tema "Os Ombudsmans de Notícia - Hoje e Amanhã".

 

Foram apresentados números e pesquisas sobre quem são e como trabalham os ombudsmans de mídia no mundo. São cerca de cem profissionais, com as formas de trabalho e contratos os mais variados possíveis. Em comum, perseguem a prática do bom jornalismo e buscam representar o público, mesmo aquele que não entra em contato com o ombudsman nem se manifesta. São mediadores entre o público e a redação.
 

Por conta do perfil do público, uma das grandes questões levantadas foi como se dará a evolução e sobrevivência do ombudsmanato no jornalismo tradicional (em especial o impresso) frente ao crescimento da Internet, à queda de venda de jornais (principalmente nos EUA) e da participação do público como autor de conteúdo.

 

Ou seja, um encontro como esse traz muitas dúvidas, questionamentos, reflexões, trocas de experiências e poucas respostas.


 

Foram divulgadas duas interessantes pesquisas sobre o trabalho do ombudsman no mundo.


A suíça Cristina Elia apresentou um trabalho que fez parte de seu doutorado em que traça o perfil do ombudsman de notícias no mundo em 2006. Alguns dados a seguir.

 

Nove em dez ombudsmans são jornalistas

 


Nove em dez trabalham para apenas um veículo (isso tem mudado, com ombudsmans trabalhando para várias publicações de um mesmo grupo, principalmente na Europa)

 

Os ombudsmans europeus são em média 20 anos mais velhos do que os de outras partes do mundo

 

Falta visibilidade ao trabalho dos ombudsmans europeus

 

E-mail é a principal forma de comunicação com o público.


Peter Mc Evoy´s trouxe dados levantados no encontro do ano passado, em Harvard, no qual 37 ombudsmans responderam a questionários. Alguns dados.

 

40% dos ombudsmans tinham blog


51% disseram que a principal questão a ser tratada é quanto os jornalistas seguem ou não o código profissional


90% dos ombudsmans disseram que a principal queixa é relacionada a preconceito e distorção

 

Volume de trabalho (36%) e falta de apoio da redação e/ou direção (25%) são os principais obstáculos apontados.

 

Alerta


O jornalista e professor de ética norte-americano Edward Wasserman disse que há um risco para a independência do jornalismo na forma como a publicidade tem agido na Internet, financiando a produção de conteúdos feitos sob medida para vender produtos, com a criação de inúmeros portais verticais. Disse que as empresas de mídia que trabalharem exclusivamente sob a égide da orientação para negócios estão sendo ''corrompidas financeiramente”. Citou ainda a trivialização da produção de conteúdo na Internet, em que a luta pelo "furo" e a pressa na produção contínua de material retira a capacidade de reflexão e de edição, piorando a qualidade do jornalismo. Criticou também a estandartização de conteúdo, para que possa ser veiculado em todas as plataformas, sem levar em conta as especificidades de cada uma.

 

 

P.S. Volto a me desculpar pelo atraso no atendimento aos questionamentos que chegaram. De volta ao Brasil na semana que vem, vou correr para colocar a correspondência em dia.

 


 

21/05/2008

Migração e ausência

Caros internautas,

peço desculpas pela pouca atualização do blog e por eventual atraso na respostas aos internautas que me escrevem. É que estou, junto com a Central de Relacionamento, cuidando da migração da ferramenta que gerencia os e-mails enviados à ombudsman. O novo programa vai permitir, em primeiríssimo lugar, que finalmente eu possa responder aos questionamentos em português _a ferramenta antiga não aceitava nem sinais gráficos nem acentos. Em segundo, vai permitir que se façam estatísticas mais apuradas do ombudsmanato, até hoje feitas na mão (e, portanto, sujeitas a erro). Deve, portanto, facilitar a comunicação com o público e o gerenciamento da função.

 

Aproveito para desejar ao leitores do blog um bom feriado e para avisar que na semana que vem embarco para a Suécia, onde participo do encontro anual da Associação de Ombudsmans de Notícias (ONO, em inglês). Vou manter, na medida do possível, o atendimento por e-mail aos internautas. Volto ao Brasil no dia 2 de junho.

Obrigada,

Tereza

 

Busca neste blog

Enquete

Computando seu voto...
Carregando resultado

Total de votos: