Até a noite desta quinta, o UOL está cobrindo timidamente a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip.
No especial feito pela área de entretenimento, a atualização das chamadas é lenta e faltam conteúdos interessantes que estão disponíveis dentro do próprio UOL, como podcasts com entrevistas e posts em blogs.

A Flip tem este ano 34 autores, de nove países, e Manuel Bandeira como homenageado.
A programação das mesas está em texto corrido, de leitura nada rápida. Uma simples tabelinha poderia facilitar a vida do leitor.
A Flip vai até dia 5. Vale a pena dar uma turbinada na cobertura e ampliar a oferta de links.
Mara Gama às 21h15
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"Michael Jackson morre após parada cardíaca, segundo site". Foi uma das manchetes do UOL a partir das 18h50 de quinta-feira, 25 de junho.

A notícia tinha como única fonte o site americano TMZ (“Thirty Mile Zone”, em referência ao bairro onde se localizam estúdios de Hollywood), dedicado à cobertura de celebridades. Já as 18h12, o UOL tinha editado um primeiro texto, que noticiava a parada cardíaca, também tendo como fonte o TMZ.
As 18h50, o site do "Los Angeles Times" informava que Michael Jackson não respirava quando os paramédicos chegaram à sua casa para prestar socorro, atendendo a um chamado telefônico, por volta de 12h26 (16h26, horário de Brasília).
As 19h, a ombudsman recebeu o primeiro questionamento de leitor sobre a manchete que noticiava a morte de Jackson no UOL:
"Estou chocado com a falta de cuidado do jornal em anunciar agora a morte de Michael Jackson, quinta-feira, 19h horário de Brasília. Estou nos Estados Unidos com a televisão ligada e imagens do UCLA Medical Center e tudo o que falam aqui (inclusive “New York Times” e “Los Angeles Times”) é que Michael Jackson foi hospitalizado. Os jornais do Brasil em vez disso anunciam a morte do cantor. Será que eles talvez saibam mais que jornais americanos? Minha questão é: quais são os ''sources'' dos jornais brasileiros e quais são as medidas de confiança adotadas pela Folha ou o Globo, para estampar na internet informações imprecisas como essas?”.
Por meio do botão "comunicar erro" da página onde estava o texto, os leitores passaram a enviar mensagens manifestando desconfiança, desagrado e questionando a atitude do UOL de noticiar a morte de Jackson.
Algumas mensagens sugerem que o "ao vivo" das TVs inspira ainda mais confiança que os textos publicados na internet e a desconfiança de um público que é bem conectado – muitos comparam notícias de várias fontes – em relação ao site de celebridades.
A surpresa estava sendo compartilhada com a própria mídia, como se viu na sequência, depois que as TVs americanas e agências passaram a entrevistar jornalistas do site TMZ.
Publico as mensagens de leitores recebidas pelo UOL, que documentam este momento:
19h00 - Ainda não foi confirmado a morte de Michael Jackson
19h03 - Gente, essa matéria não foi muito precipitada e sensacionalista???
19h05 - O LATimes mudou a matéria, colocando o Jackson em coma agora..... http://latimesblogs.latimes.com/lanow/2009/06/pop-star-michael-jackson-was-rushed-to-a-hospital-this-afternoon-by-los-angeles-fire-department-paramedics--capt-steve-ruda.html
19h05 - Nossa, que fonte ridícula. Não seria melhor esperar uma confirmação oficial ao invés de seguir um site de celebridades?
19h11 - Não está confirmado!
19h14 - Que péssimo exemplo de técnica e profissionalismo jornalístico. Atualizem suas fontes, revejam seu quadro de pauta, LEIAM!!! M. Jackson está vivo, hospitalizado, em observação. Os médicos vão falar logo à imprensa. Está em praticamente todos os canais de notícias daquele país. Não deu para dar uma checadinha antes da fobia de querer sair na frente? Então? Saíram... só que para o lado errado. Que feio!
19h18 - Coloquem na CNN está passando ao vivo, Michael Jackson está HOSPITALIZADO.
19h22 - Ele não morreu ainda por favor para de escrever essas notícias!!!!!!!!!!
19h23 - As 19h20 a CNN diz que M Jackson teve uma parada cardíaca e foi levado para o hospital. não confirma a morte. acho que o UOL deu uma barriga.
19h23 - Segundo a CNN, o cantor está em coma. Acho que a reportagem deve registrar essa possibilidade
19h26 - Ele não morreu apenas sofreu uma parada cardíaca.
19h28 - Agora as 19h25 "Pop singer Michael Jackson is in a coma after being hospitalized, sources familiar with his case tell CNN".
19h28 - Por que só o UOL quer fazer sensacionalismo com a notícia. A notícia que está em todos os sites, exceto o UOL é "Michael Jackson sofre parada cardíaca e está em coma".
19h32 - Ele não morreuuuuuuuuuuuuuuuu
19h32 - Oi pessoal; ainda resta uma esperança. Estou ligada com a CNN americana e ele, o Michael, há poucos minutos atrás, entrou em coma. Que o conceda mais anos de vida. É o maior artista Pop do rock, do mundo.
19h35 - Maria vai com as outras...só info errada
19h36 - Ele ainda não morreu, mais profissionalismo nessa hora, ele está em coma.
19h37 - Não sei de onde vcs conseguem essas informações erradas... mas ele ainda está vivo... que erro einhhh
19h37 - Boa noite, Esta notícia da morte de Michael Jackson é equivocada, pois estou acompanhando a cobertura pela CNN e o mesmo informa que Michael Jackson encontra-se em COMA, e não está morto de fato como consta na publicação de vocês, averigúem melhor antes de publicarem notícias frias!!!
19h38 - Michael está vivo! Vocês do UOL deveriam prestar um pouco mais atenção nas notícias que postam pros teus assinantes e usuários do site !
19h45 - o UOL furou o site da CNN e do New York Times. :-)
19h47 - Meu Deus ainda não foi confirmado, como pode afirmar que já está morto, que credibilidade podemos ter na UOL !!!!!!
A morte foi confirmada as 14h26 (18h26 de Brasília) pelos médicos do centro médico da Universidade da Califórnia. O site TMZ estava correto. Saiu na frente.
As TVs americanas e seus sites exibiam imagens "ao vivo" do hospital, mas não tinham a informação mais "quente". Ou esperavam a confirmação oficial para noticiar.
Questionei a equipe da home page do UOL sobre o critério usado para cravar a manchete e por que o site TMZ foi considerado confiável. A editora Bruna Monteiro de Barros respondeu:
"TMZ é um site do Time Warner, mesmo grupo que controla a CNN. Desde sua criação, em 2005, construiu um histórico de furos e de coberturas bem feitas, uma das mais notórias é a da morte do ator Heath Ledger. Com uma equipe enorme de colaboradores, que trabalham em rede, o veículo tem boas fontes e segue os preceitos do bom jornalismo. O site havia acabado de dar o furo mundial da parada cardíaca e da internação de Michael Jackson, que foi reproduzido em massa por toda a imprensa mundial. Seguindo a lógica de que o UOL havia divulgado a primeira informação, a da parada cardíaca, por que não haveria de divulgar a segunda, a da morte? Consideramos, ainda, que as primeiras informações já estavam sendo confirmadas por outros veículos e mostravam que o TMZ apontava para o caminho certo. O LA Times chegou a confirmar a morte em seu blog antes mesmo de mudar a sua home page, que falava em coma. Infelizmente, o post foi atualizado e não há um link para confirmar."
Apesar de não ter havido erro, acho que a opção de formulação da manchete àquela altura foi arriscada, por ser baseada apenas em uma fonte, por mais surpreendente e aclamada que seja, como é o caso do site TMZ, que hoje é tema de artigos em blogs e revistas.
Uma formulação que colocasse o site como sujeito da notícia e mostrasse que não havia confirmação oficial seria mais adequada, no meu ponto de vista, e não haveria perda de impacto.
Leio no blog de Thiago Dória que: "A cobertura sobre a morte de Michael Jackson está sendo vista como um momento de ruptura para o TMZ, assim como em 1991 a cobertura in loco da Guerra do Golfo, no Iraque, fez a CNN ficar em outro patamar de relevância para o público e a concorrência".
O site de "O Público", de Portugal, traz o artigo: "Site sobre celebridades entrou para a história com a morte de Michael Jackson", de Ana Machado, que segue na consagração do TMZ. Cito:
"Ao contrário do que se podia esperar não foi uma das referências mundiais dos media a dar a inesperada notícia da morte do rei da pop. Não foi a CNN, não foi o “New York Times”, nem foi o “Los Angeles Times” – apesar de só terem avançado quando este decidiu averiguar por si próprio que era verdade. E só foi verdade quando o “LA Times" disse. Mas todo o mundo acabou por ter de citar a TMZ como primeira fonte.
Aliás, o tempo dos grandes jornais darem as notícias em primeira mão pode ter acabado. Elas agora chegam pelos media digitais. E ontem a Associated Press reconhecia o dia da morte de Michael Jackson como um marco na era dos novos media: “It was a where-were-you moment in a digital age”. Ou seja: onde é que estava no dia em que Michael Jackson morreu? Se não estava na net, no Twitter, no Facebook, esqueça, o seu tempo já passou.
O site de celebridades chegou ontem em primeiro mais uma vez (...) Confirmaram que Michael Jackson tinha tido um ataque cardíaco, a hora a que a ambulância foi chamada à residência do cantor, falaram com o pai e até têm um pequeno vídeo com a corrida da ambulância que dizem ser a que transportou a estrela. Depois comunicaram que a reanimação na urgência do hospital de UCLA tinha sido falhada. Chegaram sempre primeiro. E mesmo assim, de acordo com um relato da correspondente norte-americana da cadeia de TV britânica Sky News, a TMZ ainda esperou para avançar com a informação. A hora oficial a que foi declarado o óbito foi, segundo o hospital, 14h26. A primeira notícia da TMZ foi colocada online às 17h20. O dia 25 de Junho de 2009 fica assim para a história do mundo e da cultura pop, com a morte do rei Michael Jackson, mas também para a história da TMZ. O perfil do site na Wikipedia foi logo prontamente actualizado com a frase: “A TMZ foi a primeira a dar a notícia da morte de Michael Jackson.”
Mara Gama às 19h09
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A cobertura de futebol é o tema mais tratado nas mensagens dos internautas que escrevem para a ombudsman do UOL. Vários motivos. Tem futebol o ano todo, o público é participativo, apaixonado, crítico. E quer que o seu site de preferência seja o mais completo, interessante e atualizado. Quer que seu site - assim como seu time - seja o melhor.
A maior parte das mensagens é assinada por torcedores de um time que consideram tendenciosos títulos ou relatos de partidas e acusam a Redação de torcer para o time adversário momentâneo. Ou para os rivais históricos.
Algumas partem de um exemplo pontual para fazer acusações em bloco, tomando o UOL ou a editoria de Esporte como torcedora inveterada de um time. Ou defensora dos times mais conhecidos, mais ricos e do futebol dos Estados do Sudeste do país.
Lidar com estas manifestações e chegar a resultados objetivos é uma das mais difíceis tarefas da função, no meu ponto de vista.
Onde o leitor generaliza e conclui que há intenção a priori de prejudicar seu time, tenho de buscar no texto específico que suscitou a mensagem a falha, imprecisão, erro, sem, contudo, adotar a conclusão como verdadeira. Em primeiro lugar, porque há compromisso em fazer uma cobertura isenta e não o oposto. Em segundo, porque este é um terreno de paixões. Além disso, os textos são feitos por muitas pessoas diferentes, em situações diferentes, e todos eles passíveis de erros, falhas de apuração, elaboração e edição.
Da mesma forma, onde a Redação se defende genericamente reafirmando seu compromisso de uma cobertura isenta, tenho de questionar se naquele caso particular o compromisso teve êxito e, se não teve, quais os motivos e como corrigir a rota.
No último dia 19, a cobertura do UOL do jogo entre Cruzeiro e São Paulo pela taça Libertadores foi criticada por vários leitores. Considerei o caso exemplar. Uma cobertura que foi ampla e diversificada na área específica - UOL Esporte - mas que foi mal resumida na home page do UOL. Os leitores viram favorecimento ao São Paulo nos títulos. Houve.
E o caso ilustra a necessidade de atenção redobrada para chamadas. A leitura rápida praticada na internet, que "escaneia" títulos, fixa no leitor uma colagem simplificada, sempre parcial, claro. Mas que pode ser mais ou menos equilibrada. E quem faz as chamadas tem de ter presente este tipo de recepção por parte do público.
O leitor Cledson detectou sinais de regionalismo: "Ontem, o Cruzeiro venceu o São Paulo pela Libertadores. Hoje, às 9 horas, ao ver a página da UOL, fico surpreso em que haja quatro links sobre a derrota do São Paulo e nenhum sobre a vitória do Cruzeiro. É um absurdo. O modo como a partida é noticiada faz parecer que é mais importante falar do São Paulo, que perdeu, do que do Cruzeiro, que ganhou. Há até foto dos jogadores do time paulista lamentando gol perdido, e nenhuma foto do time de Minas na página principal. O São Paulo não jogou contra time de outro país, mas contra um brasileiro. Como mineiro e cruzeirense, me sinto desrespeitado."
O leitor Fernando fez coro: "Em vez de destacar a vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo, o UOL coloca na primeira página uma notícia assim: ''Muricy elogia a equipe, dá sinais de desgaste e diz que analisará situação''. Nós torcedores do Cruzeiro nos sentimos desrespeitados com tal atitude. Foi o Cruzeiro que venceu e não o São Paulo que perdeu. Fico imaginando se fosse o contrário se vocês colocariam alguma menção ao Cruzeiro? Lógico que não, apenas exaltariam o feito do São Paulo. Tomara que vocês lembrem que temos uma semifinal de Libertadores entre Grêmio e Cruzeiro, e que, Palmeiras e São Paulo estão fora. Menos parcialidade, por favor".
Flávio escreveu: "Realmente, Mara, é de um total constrangimento abrir a home do UOL e verificar o anonimato da vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo ontem, no Morumbi, com a consequente eliminação dos tricolores paulistas da Taça Libertadores. Evidentemente, caso o resultado fosse favorável ao São Paulo, uma boa foto com manchete estaria estampada no alto da página. É uma pena essa forma de discriminação noticiosa, ditada pelo regionalismo".
E por fim, Ariclenis: "De rabo preso com o São Paulo FC. Veja agora o UOL e que se o São Paulo estivesse ganhando já haveria menção aos gols realizados. Como é o Cruzeiro...”.
Pedi ao editor de Esporte, Murilo Garavello, que comentasse as críticas com detalhes sobre a cobertura.
"Em UOL Esporte, do fim do jogo (23h57 de quinta-feira) até o fim da tarde de sexta-feira, jamais o assunto ficou limitado a quatro links: foram muitos mais, inclusive porque foi a única partida relevante daquela noite, e as repercussões foram abundantes:
1) No relato, o maior destaque editorial é para a vitória do Cruzeiro.
Manchete do relato: Cruzeiro vence no Morumbi, vai à semi e joga o São Paulo na crise
Foto principal do relato: jogador Kléber, do Cruzeiro, comemora
Lide do relato: "O Cruzeiro é a segunda equipe a representar o futebol brasileiro nas semifinais da Copa Libertadores. Na noite desta quinta-feira, o clube mineiro ganhou do São Paulo por 2 a 0, diante de mais de 52 mil torcedores que compareceram ao estádio do Morumbi, e volta a figurar entre os quatro melhores do continente após 12 anos."
2) Durante o dia, assuntos relacionados ao Cruzeiro ocuparam uma das duas principais fotos do UOL Esporte por três vezes:
Veja fotos da vitória do Cruzeiro (abrindo por uma de festejos do primeiro gol)

Kléber dedica vitória a torcedores do Cruzeiro e do Palmeiras
Álbum de fotos do desembarque do Cruzeiro em Minas
3) Além das matérias já mencionadas, outras seis tiveram destaque no topo da home de Esporte até o fim da tarde de sexta-feira:
Adilson revela que deve ficar no Cruzeiro até o final deste ano
Após críticas, Wagner considera que Cruzeiro é "zebra"
Para Kléber, "cobranças" foram essenciais para Cruzeiro reagir
Presidente diz que Cruzeiro vai buscar um meia e dois atacantes
Adílson já se prepara para confronto especial contra o Grêmio
Cruzeiro já vende ingressos para a semifinal
4) Dito tudo isto, é preciso registrar que, do lado do São Paulo, a eliminação gerou um fato jornalisticamente relevante: a demissão do técnico Muricy Ramalho, ainda na sexta-feira, encerrando um período de três anos e meio do técnico no comando do time (de longe, o maior "casamento" entre um técnico e um clube no futebol nacional, casamento esse que levou o São Paulo a ganhar os últimos três Campeonatos Brasileiros e Muricy a ser eleito o melhor técnico do país nas últimas três temporadas). A meu ver, o UOL Esporte conseguiu cobrir bem tanto o jogo quanto a festa de um e a crise do outro, e distribuiu adequadamente o noticiário em sua página de abertura.
Como explicar a impressão dos leitores de que a cobertura não valorizou a vitória do Cruzeiro? O gerente geral Alexandre Gimenez admite erro na edição da home page do UOL, sob sua responsabilidade:
"Logo após o final do jogo a manchete do UOL foi: "Cruzeiro vence o São Paulo e classifica-se à semifinal". Por volta das 9h o relato da partida foi substituído por repercussões e análises que acabaram privilegiando o noticiário do São Paulo, já que a demissão do técnico Muricy Ramalho era iminente (a decisão foi oficializada no final da tarde desse dia). A edição da home page do UOL errou nesse momento por não destacar também material relativo ao time mineiro." 
Mara Gama às 17h54
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A ombudsman recebe semanalmente comentários sobre temas abordados nos blogs que estão hospedados no UOL.
Críticas quanto ao conteúdo de posts e a maneira de resposta dos blogueiros estão entre os principais temas.
Encaminho as mensagens ao conhecimento da Redação e dos blogueiros e informo aos leitores que o conteúdo dos blogs é de responsabilidade de seus autores.
Para esclarecer o relacionamento entre a Redação e os blogs, entrevistei a diretora de conteúdo do UOL, Márion Strecker, levando a ela dúvidas que os internautas têm enviado.
Segue a entrevista:
Quais são os tipos de blogs existentes no UOL?
São muitos. Há blogs feitos por jornalistas contratados pelo UOL, blogs de colaboradores do UOL, blogs de jornalistas da Folha, blogs feitos por sites que são parceiros de conteúdo do UOL e há blogs feitos por qualquer pessoa que queira fazer um blog. Afinal, o UOL oferece gratuitamente uma ferramenta para criação e hospedagem de blogs.
Quais são as características e ou diferenças entre eles?
Há blogs com vocação jornalística e outros com vocação de diário pessoal. A semelhança é a facilidade e independência de atualização que a ferramenta oferece. Outra semelhança é o espaço para receber comentários do público.
Os blogueiros do UOL trabalham no mesmo espaço físico que a Redação em São Paulo ou Brasília?
A grande maioria dos blogueiros que publicam blogs no UOL não trabalha dentro do UOL. Os jornalistas da Redação do UOL que blogam são pouquíssimos. Os blogs feitos dentro da Redação do UOL são basicamente o Blog do Ombudsman, o de Qualidade de Conteúdo, o de Design, o do UOL Cinema, do UOL Esporte e do UOL Notícias (Tablog, o blog do UOL Tablóide).
São membros da equipe?
A maioria dos blogueiros não é membro da equipe de conteúdo do UOL.
São renumerados?
A grande maioria, não.
Participam das reuniões de pauta?
Só participam das reuniões de pauta os jornalistas que trabalham dentro da Redação do UOL.
A Redação do UOL tem contato com os blogueiros?
Eventualmente sim. Há alguns blogueiros que, embora não trabalhem dentro da Redação do UOL, são contratados como colaboradores fixos do UOL. Entre eles temos Juca Kfouri e Fernando Rodrigues. Com estes, temos contato regular.
A Redação do UOL pauta os blogueiros?
Normalmente não.
Se um blog tem a barra de navegação de alguma estação do UOL, isso significa alguma ligação maior com a Redação?
Sim, significa que a Redação de algum modo se relaciona com o blogueiro.
Quais os critérios para listar os blogs nas páginas índice das estações Blog (blogs legais), Notícias, Entretenimento, Esporte?
Os blogs listados em Notícias, Entretenimento e Esporte foram escolhidos pela Redação do UOL para aparecer ali. Alguns desses blogs foram criados por iniciativa do UOL. Outros foram destacados ali pela qualidade do conteúdo ou pela relevância do autor. Os blogs "legais" são uma mistura de blogs escolhidos pela Redação, com blogs de celebridades, de parceiros e blogs do público com alto grau de atualização e/ou especialização. É uma lista dinâmica, revisada de tempos em tempos.
Em que situações o UOL destaca na home page do portal um blog?
Quando julga relevante, pertinente ou interessante.
Quando o blog ganha espaço na home page do UOL significa que o UOL concorda com a opinião expressada pelo blogueiro no post que recebe chamada?
Claro que não. Os blogueiros têm direito a opinião própria. O UOL valoriza a pluralidade de opiniões.
Os blogueiros do UOL seguem algum código de conduta ou orientação editorial ou padrão? Se sim, qual é este padrão ou quais são as diretrizes?
Os jornalistas que trabalham na Redação do UOL seguem os valores do Manual da Redação da Folha, já que o UOL é uma empresa que tem o Grupo Folha como seu principal acionista. Os principais valores são independência editorial, apartidarismo e pluralidade.
O blogueiro do UOL tem de seguir alguma periodicidade de comentários? Tem de aprovar os comentários? Tem de responder?
Cada blog tem sua própria dinâmica. Normalmente, cabe ao autor do blog definir o ritmo de atualização, estabelecer se os comentários do público serão publicados automaticamente ou serão revistos antes da publicação, e decidir se deve responder ou não os comentários do público.
Mara Gama às 20h04
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No dia 2 de junho, a ombudsman recebeu e-mail da assessoria de imprensa do secretário de esportes da cidade de São Paulo e deputado licenciado do PSDB, Walter Feldman, contestando dois textos publicados em UOL Esporte com opiniões do secretário sobre os locais dos jogos da Copa de 2014.
O primeiro deles de 31 de maio e o segundo de 2 de junho.
O principal ponto da contestação: o secretário não concorda com a posição que os dois textos atribuem a ele. Os textos ("São Paulo tenta resolver divergências internas para ter papel de destaque" e "Jornais revelam que Morumbi é pior estádio da Copa e pode reduzir capacidade”) afirmam que Feldman defende o estádio do Pacaembu e desqualifica o do Morumbi para os jogos.
Lê-se, no primeiro texto:
“O secretário municipal de esportes, Walter Feldman, é o principal garoto-propaganda do Pacaembu, não por acaso de propriedade da Prefeitura. Sempre que pode, o político tenta, mesmo que sutilmente, desqualificar o Morumbi e deixar acesa a chama em torno do nome do estádio que tradicionalmente é utilizado para receber os jogos do Corinthians.
Mesmo assim, algumas vozes dentro do próprio município já demonstram insatisfação com a postura do colega. Presidente da São Paulo Turismo (SPTuris), Caio Luiz de Carvalho não esconde sua insatisfação com a "estratégia" de Feldman. Mesmo sem reclamar publicamente, o político lamenta as declarações depreciativas do secretário municipal de Esporte em relação ao Morumbi e, principalmente, o "racha" no projeto paulista.”
Lê-se, no segundo texto:
´”A escolha do Morumbi para ser a sede dos jogos em São Paulo na Copa do Mundo-2014 está longe de ser uma unanimidade. O assunto que tem provocado racha entre autoridades municipais é o estádio que representará a cidade no Mundial. O Morumbi, de propriedade do São Paulo e indicação oficial da capital paulista, é apoiado pelo governador e seus seguidores, mas tem encontrado barreiras na Prefeitura.
O secretário municipal de esportes, Walter Feldman, é um dos defensores do Pacaembu, não por acaso de propriedade da Prefeitura. Sempre que pode, o político tenta, mesmo que sutilmente, desqualificar o Morumbi e deixar acesa a chama em torno do nome do estádio que tradicionalmente é utilizado para receber os jogos do Corinthians.”
Em mensagem enviada para a Redação, a ombudsman pediu análise do caso e comentários das chefias. Na ocasião, dia 2 de junho, ponderei que se o “personagem” da matéria quer dar sua opinião, não há por que não registrar, já que dele se fala nos dois textos. Em resposta, a Redação reiterou que a posição do secretário fora devidamente apurada.
Considero um erro confundir as duas coisas.
Acredito que a matéria esteja calcada em apuração. E está claro que o UOL pode publicar reportagem apoiada em fontes, com análises, mas isso não pode excluir a possibilidade de revelar ao público que o apurado e o declarado podem ser diferentes. E não se trata de submeter os fatos apurados às versões oficiais divulgadas. Trata-se de dar voz às partes.
O jornalismo do UOL tem de abrir espaço para a discussão real e as discordâncias geradas pelo material publicado. É no mínimo contraditório abrir fóruns e grupos de discussão onde qualquer um pode contestar qualquer coisa e não dar à pessoa mencionada em uma reportagem a possibilidade de contestar o que foi dito sobre sua posição. Deve haver regras, um formato e um modo de operar estas publicações. A publicação deve, por exmeplo, ter relação com o texto que lhe deu origem, para que seja vista no contexto.
Conversei sobre o assunto com a Redação mais duas vezes. Obtive a promessa de que o assunto será discutido internamente com as chefias e deverá ser avaliada a possibilidade de implantação de um espaço para respostas e contestações.
Considero um bom desafio fazer isto de forma transparente e eficiente. Na minha maneira de ver, será uma oportunidade para o amadurecimento do jornalismo praticado pelo UOL.
Para exemplificar o que considero ser uma boa prática, pedi ao reclamante uma mensagem com sua opinião, para publicar aqui mesmo no blog. Segue a mensagem:
Ao UOL Esporte, aos cuidados de Mara Gama, ombudsman.
Antes de tudo, gostaria de agradecer a oportunidade que tenho de, mais uma vez, esclarecer minha posição junto ao UOL Esporte a respeito do local de disputa da Copa do Mundo de 2014 na cidade de São Paulo. Para ser bem objetivo: o Morumbi é o estádio paulistano para os jogos da Copa. Não há alternativa viável. E sempre deixei isto absolutamente claro. Como deixei claro também o desejo, um sonho até, de ver o Pacaembu ser utilizado durante a Copa. Mas como campo de treinamentos, como palco de amistosos preparatórios. E só.
Se já é difícil adequar o Morumbi às exigências da Fifa, é impensável fazer o mesmo com o Pacaembu, ainda mais com dinheiro público. O Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho é deficitário. Seu custo supera em cerca de 1,2 milhões de reais a arrecadação anual com aluguel. Dinheiro público utilizado, basicamente, para manter a arena em que o Corinthians manda seus jogos. Em abril, através do democrático espaço da imprensa, iniciei a discussão na cidade sobre o futuro do estádio. O palco desta discussão agora é a Câmara Municipal de São Paulo, que montou uma comissão para decidir o futuro do estádio. Audiências públicas já foram realizadas e há duas semanas o Corinthians, por meio de seu diretor de marketing Luiz Paulo Rosemberg, apresentou à cidade projeto próprio para o estádio. A decisão da Câmara sairá em breve. Espero que seja reflexo da vontade de toda a cidade.
Aproveito também este espaço para desejar sorte ao São Paulo Futebol Clube na empreitada de transformar o Morumbi para receber o jogo de abertura da Copa do Mundo. A competência dos dirigentes tricolores será, espero, a alegria de nossa cidade. E gostaria também de manifestar minha alegria em participar de todo e qualquer processo que sirva para aperfeiçoar algo: desde a gestão pública, passando pela atividade legislativa e, porque não, pelas relações entre a imprensa e suas fontes.
Atenciosamente,
Walter Feldman, deputado federal licenciado (PSDB) e Secretário de Esportes da Cidade de São Paulo
Mara Gama às 19h39
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(não leia se não quer saber o final de "O Procurado" 1 e nem o plot de "A Mulher Invisível")
O leitor Thiago enviou para a ombudsman reclamação sobre chamada que revela final de filme na home page do UOL: "Como usuário de internet desde 96, já estou acostumado a usar o UOL em meu "startlist" toda vez que navego. Embora o UOL tenha falhas em sua cobertura jornalística, como todos os portais, ainda assim sempre tem um bom padrão de qualidade, e que jamais deixaria passar, por exemplo, o final de um filme em plena capa. Bom, isso ocorreu hoje, domingo, dia 14/06. O filme "O Procurado" eu ainda não assisti. Mas um elemento provavelmente importante do final eu já estou sabendo. É no mínimo uma bela falta de respeito".
Conversei com o responsável pela edição da home page do UOL, Alexandre Gimenez, que admitiu o erro e se comprometeu a intensificar o controle sobre este tipo de chamada, conhecido como "spoiler".
Pedi ao editor de cinema, Alessandro Giannini, que desse sua opinião e informasse qual a política da estação de Cinema do UOL:
"Em geral, e por princípio, procuro evitar. Mas há controvérsias sobre o tema. Muita gente, normalmente os cinéfilos e nerds, considera qualquer informação sobre a trama reveladora e, portanto, nociva a quem quer assistir ao filme no cinema.
Há também as pessoas que não se importam com isso e, portanto, leem até os textos que dizem conter os chamados "spoilers". O que sempre causa confusão é o leitor, sem ter visto o filme, julgar que qualquer informação contida no texto vai estragar sua experiência no cinema. Explico e exemplifico: "A Mulher Invisível" é sobre um cara deprimido que inventa uma mulher imaginária para compensar a solidão e o sentimento de abandono. Nunca veio reclamação de que isso é spoiler, mas a rigor seria se fossemos pensar que nos 20 minutos iniciais do filme ninguém tem a menor idéia de que a Luana Piovani é invenção da cabeça do Selton Mello. Mais: isso tudo está no trailer. Agora, um caso como o de "O Procurado" me parece extremo. Porque, na verdade, a Jolie morre no fim do filme. Ou seja, revela mais do que a trama. Revela a solução dela".
Pedi também um comentário dos editores do "Vírgula", site parceiro do UOL responsável pela reportagenm e pela sugestão de chamada: "Mesmo tendo morrido no primeiro filme, Angelina Jolie está cotada para ”O Procurado 2”, sugestão que foi enviada por e-mail e acatada pela home page do UOL.
O "Vírgula" lamentou o ocorrido, afirmou que é a primeira vez que isso ocorre, e se comprometeu a alertar os leitores com destaque, no início dos textos, quando houver informação deste tipo publicada no site, de agora em diante. Ótima providência.
Na minha opínião, deveria ser regra não revelar os finais sem avisos, ainda que em filmes lançados há tempos. Em chamadas, o espaço diminuto impede a publicação. E você, o que acha?
Mara Gama às 18h49
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Leitor "desde o início do UOL", Marcelo mandou uma mensagem para a ombudsman sobre a quantidade de erros de português e concordância que encontra no UOL.
"Acho que para ter o melhor conteúdo, o mais extenso e que atrai 7 de cada 10 internautas brasileiros, acredito que vocês não devem apenas zelar pela extensão e qualidade do conteúdo. Já faz algum tempo como leitor e assinante do portal que me deparo com muitos erros de português e concordância nos textos da UOL. Muitas vezes esses erros chegam a dar vontade de parar de ler a notícia. Concordo que um erro pode acontecer uma vez ou outra. Porém, diariamente encontro erros no site.
Eu não me considero uma dessas pessoas que reclamam de tudo, e para estar fazendo isso é que realmente esse detalhe causa uma certa sensação de amadorismo.
Isso passa para o leitor a sensação de que não existe um departamento que verifique os erros antes de se acrescentar uma nova informação.
Concordo também que em um meio impresso exista “mais” tempo para se verificar tais situações e que na internet tudo é muito rápido. Mas na minha humilde opinião, é melhor um conteúdo menos extenso e livre de erros do que uma notícia extremamente completa cheia deles.".
Marcelo tem razão. Ainda é muito grande o número de erros diários nos textos do UOL. Não há revisão no material por parte de uma equipe especializada antes da publicação. O trabalho de releitura fica a cargo dos próprios jornalistas, e nem sempre os textos são lidos por mais de uma pessoa.
Isso aumenta a responsabilidade de cada jornalista.
A pressa tem sido responsabilizada pela maior parte dos erros cometidos.
Como não há num futuro próximo um cenário onde haja menos urgência na publicação, é preciso reforçar o controle na Redação, com a obrigação de releitura de todos os textos, dupla checagem, consulta a manuais e dicionários para nomes, grafias, datas e locais.
O processo de tentativa de diminuição de erros é permanente. A área de Conteúdo está empenhada nisso.
A exigência dos leitores tem sido fundamental para fazer avançar a qualidade do produto jornalístico no UOL.
Os números mensais continuam altos, mas devido às notificações dos leitores e as comunicações via ombudsman, as correções aumentaram significativamente.
Mara Gama às 15h45
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Até a manhã deste domingo, 7 de junho, foram encontrados cinco corpos na operação de resgate dos destroços do avião A330 da Airbus, que fazia o voo 477 da Air France, no trajeto Rio - Paris, e que caiu no Atlântico na noite de 31 de maio.
Segundo texto publicado por UOL Notícias as 10h51 e atualizado as 11h18, "A Marinha divulgou neste domingo (7) o resgate de mais três corpos de passageiros do voo 447 da Air France. Eles se somam a outros dois encontrados ontem (6). Os cinco corpos devem chegar nesta segunda-feira (8) a Fernando de Noronha para, em seguida, serem levados para o Recife, onde serão necropsiados no Instituto Médico Legal (IML)."
São 17h45 e a home page do UOL tem como manchete "Aeronáutica e Marinha localizam mais três corpos". A formulação é inadequada. Qual a referência? "Mais" em relação a que número? A formulação só se adequaria a noticiário de renovação permanente, em que há certeza de um mesmo público. Sem referência de horário ou da soma, a manchete confunde.
Neste caso, em especial, além de a chamada se referir a uma notícia de sete horas atrás, a velocidade das notícias é bem inferior à ansiedade habitual por números, provas, pistas, desfecho. Não há, portanto, justificativa para usar esta fórmula de "placar".
Mara Gama às 17h55
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O UOL vem noticiando sempre com manchete em sua home page e principais chamadas o caso do desaparecimento do Airbus da Air France, desde a manhã da segunda-feira, dia 1 de junho.
Mapeamento da área da provável queda, informações técnicas sobre as operações de busca de destroços da nave, declarações de autoridades, governos, empresas e especialistas, registro de reações de familiares e dos cultos às vítimas realizados na Candelária, no Rio, e na Notre-Dame, em Paris. Tudo isso já passou e está passando pela página inicial do portal.
Falta, contudo, organizar as informações e dar um roteiro de leitura para quem queira tomar pé no caso, a cada acesso ao UOL. Imagino que nem todos tenham tempo para ler todos os textos e descobrir em cada um deles um novo dado, uma nova hipótese.
Como leitora, sinto falta de uma página que apresente, na forma de texto corrido ou tópicos, o que já se sabe e o que ainda se cogita, pondera, suspeita.
Claro, esta página deveria ser revisada constantemente e vir com as devidas fontes e datas das informações, pois o quadro se transforma e as hipóteses descartadas deveriam ser assinaladas como tal.
Ao elaborar e atualizar este resumo, a equipe que cobre o caso se depararia fatalmente com as lacunas de informação. Poderia assim sinalizar ao leitor estas lacunas e sair em busca de respostas.
A "Folha de S. Paulo", em sua edição desta quinta, 4 de junho, traz um quadro de hipóteses que serve como orientação de leitura. Quem quiser saber mais, pode ler os textos detalhados, com entrevistas, declarações, conjecturas, detalhes e versões.
É uma boa medida, que poderia ser incorporada pelo UOL.
Mara Gama às 19h06
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Os leitores Ricardo e Mariana escreveram para a ombudsman nesta terça para reclamar -com razão- de uma chamada na home page do UOL: "Pelo esporte - De mudança de sexo a redução de seio, veja cirurgias bizarras”.
A reportagem chamada por este título relata casos de cinco atletas que fizeram cirurgias com impacto em suas carreiras, em maior ou menor grau: mudança de sexo, colocação de prótese de silicone, redução de seios e cirurgias espirituais.
"Gostaria de mostrar minha insatisfação quanto ao título preconceituoso da matéria. Sou umbandista e não concordo na classificação de “bizarra” para cirurgias espirituais. Acredito que tal título foi uma colocação infeliz e não reflete a opinião das pessoas que já utilizaram tal procedimento espiritual. Para tal espero alguma providência a respeito" , escreveu Ricardo.
"Sei que o conteúdo dos atletas em si não se refere às cirurgias espirituais como bizarras, mas a chamada principal sim, portanto gostaria que vocês retirassem esta colocação para não denegrir a crença e fé daqueles que buscam a cura no mundo da medicina espiritual e curativa. Espero que entendam esta crítica, que aliás não é só minha, pois vários amigos já comentaram e mandaram mensagens, telefonaram criticando esta colocação. O UOL é uma mídia de grande abrangência, portanto, seria muito melhor que se corrigissem", escreveu Mariana.
A chamada está completamente errada. Bizarro para quem? E por que bizarro? O enunciado tece juízo. Ao fazer isso, se distancia da reportagem que deveria representar. A reportagem trata de cirurgias "polêmicas". A chamada deturpou a reportagem. Além disso, como afirmam os leitores, pode ser desrespeitosa em relação aos procedimentos religiosos.
Mara Gama às 20h52
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A Redação do UOL mostrou agilidade nesta segunda, 1 de junho, na cobertura sobre o desaparecimento do vôo da Air France no Oceano Atlãntico na noite de domingo, 31 de maio, após decolar do aeroporto internacional do Rio de Janeiro em direção a Paris, na França.
Desde as 7h11, o portal noticia o fato.
A Redação reuniu em uma página-índice os conteúdos sobre o assunto, com espaço para fotos e chamadas.

A página inicial de UOL Notícias também traz conteúdo bem editado.

Até a noite desta segunda, a cobertura tem preservado tom sóbrio e selecionado bem o material informativo.

Um único ponto a melhorar, na minha leitura inicial, é a edição de fotos no álbum publicado sobre o assunto.
Na ausência de fotos sobre o avião, explora em excesso as imagens de familiares, semblantes transfigurados pela dor. Também estão no álbum várias fotos de painéis dos aeroportos, sem informação relevante. valeria reeditar com cuidado.
Mara Gama às 22h33
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Quase toda semana a ombudsman recebe reclamações de leitores sobre notícias "desaparecidas".
Na maior parte dos casos, são textos que estiveram em destaque na home page do portal por algumas horas e ao fim deste período de exposição não são "encontráveis" nas estações de notícias.
Hoje, a leitora Cleide pediu informações sobre uma entrevista anunciada e que ela não viu publicada.
"No dia 27, foi publicada notícia de que no dia 28 iriam entrevistar Aécio Neves, inclusive pedindo sugestão de perguntas a serem feitas. Nos dias 28 e 29, procurei pela entrevista no site, mas nada encontrei (ou estou comendo bola?). Se a entrevista for cancelada vocês informarão aos leitores?", perguntou.
A leitora faz referência à seguinte chamada publicada no dia 27 na home page: "UOL Entrevistará Aécio Neves (PSDB); sugira perguntas".
Ao clicar, o internauta era conduzido a um grupo de discussão. No texto, há informação sobre o dia de gravação da entrevista – 28. Mas faltam, contudo, três informações fundamentais que fariam o público mais bem informado:
- horário limite de captação de perguntas;
- horário e data de publicação da entrevista, mesmo que fosse previsão;
- informação de que a entrevista seria em vídeo.
A entrevista foi realizada no dia 28, entre 14h e 16h, segundo informou hoje a Redação.
Até as 20h25 desta segunda, dia 2, havia 305 comentários, pelo menos sete deles feitos depois das 14h do dia 28.
A entrevista em vídeo foi publicada no dia 30, sábado.
Teve destaque das 8h as 17h na home page do UOL: "Aécio diz que não será vice de Serra nem sairá do PSDB". 
Depois das 17h, houve destaque para uma análise da entrevista pelo comentarista Fernando Rodrigues: "Aécio nega candidatura a vice, mas deve quebrar promessa".
O grupo de discussão continua aberto, sem link para a entrevista publicada.
E a entrevista sumiu.
Não há registro na home de UOL Notícias e nem de Política. Para encontrá-la, o internauta tem de buscar a listagem dos vídeos em http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/?tagId=1850&tagName=pol%EDtica. Ou entrar com a palavra chave "Aécio" na busca de vídeos.
Mas para isso, ele teria de saber que a entrevista seria feita em vídeo. E esta informação não foi divulgada.
Mara Gama às 22h10
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O leitor Magno criticou a cobertura da estréia do programa "A Fazenda", no domingo, 31 de maio, no UOL: "Lamentável a cobertura que estão dando do reality show "A Fazenda" da Record. Colocaram um simples nota minimizando a audiência e nem citaram quais os integrantes da casa. Falta de respeito com internautas que tanto apreciam este portal. Por que não dão a mesma cobertura que dão ao "BBB" para "A Fazenda"?
Também achei que o título da reportagem publicada se preocupou apenas com a guerra de pontos do Ibope e que pouca atenção foi dada à mistura de participantes, o que é fundamental na diferença entre este e os programas da Globo.
Pedi um comentário sobre estes pontos para a gerente geral de Entretenimento, Manoela Pereira. Segue a resposta:
"UOL Televisão vem noticiando o reality show "A Fazenda" desde as primeiras informações que surgiram sobre o programa. As informações estão reunidas numa página índice, acessível através de link fixo no menu da estação UOL Televisão. Esta central de informações está no ar há cerca de 10 dias.

A análise de UOL Televisão entrou no ar ontem às 23h28, literalmente um minuto após o final do programa. Se o lide do texto foi a vitória do “Fantástico” em audiência, é porque essa foi a novidade, já que a expectativa era exatamente o contrário.
O texto que analisa o programa de estréia informa quem são os participantes e há link para um álbum-enquete para eleger o participante preferido do público. Também foi publicado um álbum com 69 imagens da estreia do programa logo após sua exibição.

Até a tarde desta terça-feira (2), o UOL terá fotos, página pessoal de cada participante e links para regras, como costumamos fazer em outros “reality shows”. Destaco ainda que nos dois dias que antecederam a estreia do programa, UOL Televisão realizou, publicou e destacou entrevistas exclusivas com o apresentador Britto Jr. e com o diretor-assistente Alexandre Frota (que aliás participa hoje de BP no UOL para falar do programa).

Ressalto ainda que o programa "A Fazenda" tem, pelo menos por enquanto, uma diferença fundamental em relação ao “BBB”: embora seja um “reality show” de confinamento, a Record não oferece até agora nenhuma forma de acompanhar a atração, seja através de pay-per-view (TV paga) ou online. Telespectadores e jornalistas não podem, portanto, acompanhar o que de fato se passa durante as 24 horas do dia do programa, como acontece na atração da TV Globo. Mesmo com essa limitação, UOL Televisão fará cobertura do programa com notas, fotos e até vídeos.
Mara Gama às 19h37
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A organização das informações sobre as chuvas e seus estragos no Norte e Nordeste do país continua deixando a desejar no UOL.
Reportagens importantes perdem visibilidade, não são ligadas uma a outra e não há uma página interna que reúna as informações disponíveis no portal, de várias fontes.
Os leitores reclamam, com razão.
Organizar as informações e atualizar dados passo a passo durante coberturas longas é um dos maiores desafios para grandes sites noticiosos como o UOL.
A reportagem "Chuvas matam 56 pessoas e atingem quase 500 municipios" , publicada as 19h35 desta sexta, tem pequena chamada na home page de UOL Notícias.
A reportagem "Governo do Piauí vai liberar R$ 750 mil para municípios atingidos por enxurrada", na home page do portal as 21h50 desta sexta, não tem link para o vídeo com o rompimento da barragem, nem para temas relacionados.
Mara Gama às 21h56
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Os leitores Victor, Ricardo, Ayrton e José escreveram para a ombudsman na segunda-feira, 25, reclamando da ausência de registro da vitória do piloto Helio Castroneves nas 500 milhas de Indianápolis, no último dia 24 de maio.
A reportagem foi publicada, mas não foi vista por eles.
“É realmente triste que o UOL não dê a devida importância à vitória brasileira nas 500 milhas de Indianápolis ao piloto Castroneves em especial”, disse Victor.
“Confesso que fiquei desagradavelmente surpreso com a página inicial do site, que não dedicou uma única linha ao tricampeonato de um brasileiro, o piloto Hélio Castroneves, no centenário da corrida mais famosa de todo o Mundo, as 500 milhas de Indianápolis, considerado o segundo evento esportivo mais assistido em todo o planeta (perde apenas para a final da Copa do Mundo de Futebol), com cerca de 4 bilhões de espectadores”, disse o leitor Ricardo.
O leitor Ayrton também destaca a importância da corrida: “Acho uma terrível falta de consideração do UOL ao não noticiar nada sobre as 500 milhas de Indianápolis. Esta é a corrida mais famosa, histórica e difícil do mundo. São 3h30 de prova. Uma média de velocidade em torno de 70% maior do que a F 1. E muito mais emocionante. O Hélio venceu; na largada, dos oito primeiros, quatro eram brasileiros e nenhuma notícia o UOL dá. Quem gosta de corridas quer ver e saber de todas e não somente de uma. Por favor, revejam seus critérios”.
A vitória do piloto foi noticiada pelo UOL em sua home page com foto, no dia 24, a partir das 18h e pelo menos até as 22h do dia 24.

A notícia também ficou na home page do portal no dia 25, das 0h as 8h da manhã, numa caixa dedicada a Esporte.

Ao ser informado sobre a existência da notícia e do destaque na home page do UOL, o internauta Victor argumentou: “Veja que os horários que o UOL pôs no ar são os não comerciais. Domingo, das 18h em diante, e depois das 0hs às 8hs na segunda são horários para notívagos ou desempregados. Para os consumidores normais, o UOL enaltece um segundo lugar da Fórmula 1. A vitória de um brasileiro nas 500 milhas é fato notável e provoca uma admiração reverencial ao vencedor nos EUA, enquanto isto UOL se preocupa com Fórmula 1, evento decrépito tomado pelo marketing das montadoras”.
De fato, o intervalo entre as 0h e as 8h da segunda tem audiência mais baixa que o do restante do dia. Mas a audiência das 18h as 22h do domingo não é nada desprezível. Na noite do dia 25, o tema voltou, depois das 22h e até as 8h do dia 26, mas o assunto era o prêmio recebido pelo piloto.
Somando tudo, considero que a notícia da vitória deveria ter ficado por mais tempo exposta na segunda-feira.
Mara Gama às 20h08
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